AFP PHOTO / POLICE NATIONALE
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Bélgica confirma ter achado colete, explosivos e digital de organizador dos atentados em Paris

Objetos e traço de Salah Abdeslam estavam em apartamento no distrito de Schaerbeek, em Bruxelas, que foi revistado durante operação das autoridades belgas no começo de dezembro

O Estado de S. Paulo

08 Janeiro 2016 | 10h25

BRUXELAS - A promotoria da Bélgica confirmou nesta sexta-feira, 8, ter encontrado em um apartamento do distrito de Schaerbeek, em Bruxelas, explosivos, três coletes suicidas como os utilizados nos atentados de 13 de novembro em Paris, e uma impressão digital de Salah Abdeslam, suspeito de ter organizado os atentados que continua foragido.

O promotor federal Eric Van der Sypt afirmou que durante a revista de um apartamento do terceiro andar da rua Bergé, em Schaerbeek, em 10 de dezembro, foi encontrado material que pode ser usado para fabricar explosivos, assim como rastros de TATP (peróxido de acetona)".

O imóvel foi alugado por uma pessoa com identidade falsa que "poderia ser uma das que já estão sob custódia neste caso", acrescentou. As autoridades também encontraram "três colete feitos à mão que poderiam ter sido utilizados para transportar explosivos, e uma impressão digital de Salah Abdeslam", sobre quem pensa um mandado de busca e captura internacional.

O Ministério Público confirmou estas informações depois de vários meios de comunicação terem publicado que os coletes explosivos usados pelos terroristas dos atentados de 13 de novembro em Paris teriam sido feitos em uma casa em Schaerbeek.

A imprensa belga apontou nesta sexta-feira que o imóvel serviu "de esconderijo" para Abdeslam após os atentados de Paris. De acordo com estes meios, os detonadores teriam sido acrescentados aos dispositivos explosivos em um hotel próximo a Paris, onde Abdeslam havia reservado dois quartos. 

As descobertas aumentam as indicações de que o ataque a tiros e bombas em 13 de novembro na capital francesa, nos quais 130 pessoas foram mortas, foram pelo menos parcialmente planejados na Bélgica. / EFE e REUTERS

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