Bélgica continuará processo contra Sharon

As acusações de crimes de guerra contra o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, pelos massacres de palestinos nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, no Líbano, em 1982, continuam sendo muito fortes, apesar do assassinato de uma testemunha-chave, disse nesta quarta-feira um advogado das vítimas. Michael Verhaege, advogado de 23 sobreviventes do massacre, disse que o processo contra Sharon prosseguirá mesmo após o recente assassinato do líder das milícias cristãs Elie Hobeika, acusado de chefiar o massacre. Segundo Verhaege, embora Hobeika tenha prometido testemunhar contra Sharon, "nunca mostrou os documentos que dizia possuir" para incriminar o primeiro-ministro israelense. Mas, acrescentou o advogado, "as evidências que recolhemos até agora são suficientes para que este caso continue". Cabe agora a um tribunal de apelações belga decidir se continuará tratando do processo. Leis aprovadas na Bélgica na década de 90 permitem abrir demandas por crimes de guerra contra qualquer pessoa, sem importar o lugar em que tenham sido cometidos.

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