Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix via Reuters
Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix via Reuters

Bélgica expulsa ativistas dinamarqueses que planejavam queimar exemplar do Alcorão

Os cinco homens são membros do Stram Kurs ou Hard Line, um movimento liderado pelo militante dinamarquês anti-islâmico e anti-imigração Rasmus Paludan

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2020 | 16h59

BRUXELAS - Autoridades belgas prenderam e expulsaram cinco ativistas dinamarqueses de extrema direita que planejavam provocar muçulmanos na Bélgica queimando um exemplar do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, informaram fontes oficiais nesta quinta-feira, 12. 

O secretário de Estado belga para Asilo e Migração, Sammy Mahdi (filho de um refugiado iraquiano), disse que os cinco "receberam ordem de deixar o país imediatamente, o que já fizeram". 

A permanência dos ativistas "foi rejeitada porque esses homens representam uma séria ameaça à ordem pública na Bélgica", acrescentou Mahdi. 

De acordo com a página de seu grupo no Facebook, os presos são membros do Stram Kurs ou Hard Line, um movimento liderado pelo militante dinamarquês anti-islâmico e anti-imigração Rasmus Paludan.

Segundo a publicação, Paludan foi preso na França e também foi expulso. 

Stram Kurs é conhecido na Escandinávia por atos provocativos e as autoridades belgas acreditam que o grupo planejou a queima do Alcorão em Molenbeek, um distrito de Bruxelas com uma grande população marroquina. 

O suposto plano faz parte do caso enviado pela polícia ao Ministério Público de Bruxelas, disse uma fonte próxima à investigação. 

Os confrontos eclodiram em agosto em Malmo, no sul da Suécia, depois que provocadores de extrema direita queimaram um Alcorão. Moradores protestaram atacando a polícia e vários agentes ficaram feridos. 

Paludan, um advogado que vive na Dinamarca, era inicialmente esperado para assistir à manifestação, mas as autoridades suecas o impediram de entrar no país./AFP

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