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Belgrado reage, mas promete não usar força

Rússia também condena independência e pede reunião do CS da ONU

Belgrado, O Estadao de S.Paulo

18 de fevereiro de 2008 | 00h00

A Sérvia reagiu ontem à declaração de independência de Kosovo afirmando que a separação unilateral é "um ato ilegal". Tradicional aliada de Belgrado, a Rússia também condenou a independência do território."A Sérvia fará tudo ao seu alcance para revogar essa declaração de independência unilateral e ilegal", afirmou o presidente Boris Tadic (que acaba de ser reeleito para seu segundo mandato). Apesar da ameaça, Tadic descartou a possibilidade de Belgrado utilizar a força para reconquistar o território. O presidente pediu ainda que os cerca de 130 mil sérvios que vivem em Kosovo "mantenham a calma". O governo da Sérvia anunciou na semana passada um "plano de ação" secreto para lidar com a independência de Kosovo. Até agora, nenhum detalhe desse plano veio a público. Belgrado alertou que reduzirá o nível das relações diplomáticas e a retirada de embaixadores de todos os países que reconhecerem a independência de Kosovo. Tadic pediu ontem que todas as organizações internacionais "anulem imediatamente essa separação, que viola os princípios básicos do direito internacional".O primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, responsabilizou os EUA pela independência de Kosovo. Segundo o premiê, o presidente americano, George W. Bush, entrará para a "história negra" da Sérvia."Os EUA colocam a política da força sobre a Carta da ONU. Washington viola leis internacionais para avançar em seus próprios interesses militares", disse Kostunica, que afirmou ainda que o governo organizará inúmeros protestos pacíficos contra a declaração. Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas durante violentos confrontos entre sérvios nacionalistas e policiais na frente da Embaixada dos EUA na capital sérvia.O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se ontem a pedido da Rússia, que queria que o CS declarasse nula a declaração de independência. Após horas de discussões, no entanto, os países não conseguiram chegar a nenhum acordo. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon pediu ontem a sérvios e albaneses mantenham a calma e não façam declarações agressivas.Em comunicado divulgado ontem pelo Kremlin, a Rússia pedia que "a ONU e as forças da Otan em Kosovo ajam imediatamente para anular a decisão do governo do território, além de adotar duras punições contra as autoridades kosovares". O governo russo voltou a alertar sobre o precedente perigoso da independência de Kosovo para outras regiões separatistas (leia mais ao lado). Além disso, Moscou disse temer novos conflitos nos Bálcãs. AP E REUTERS

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