Ben-Eliezer ordena investigação de morte de civis

O ministro da Defesa de Israel, Binyamin Ben-Eliezer, ordenou nesta segunda-feira uma rápida investigação sobre a morte de civis palestinos em recentes operações do Exército judeu.Em Nablus, soldados israelenses bloquearam uma das duasprincipais vias da região quando mantinham a cidade sob toque de recolher.Ainda hoje, educadores palestinos reclamaram que as rígidasrestrições de liberdade impostas por Israel estão arruinando onovo ano escolar das crianças da Cisjordânia e da Faixa deGaza.Em três ataques lançados a partir de quinta-feira, 12 palestinos foram assassinados pelos soldados israelenses. Pelo menos oito dos mortos não eram combatentes. Entre as vítimas havia crianças.Após desculpar-se em duas diferentes ocasiões pelas mortes,Ben-Eliezer ordenou hoje a abertura de uma investigação-relâmpago que deverá ser encerrada na sexta-feira.Alguns analistas interpretam a ordem como um sinal dediscordância entre Ben-Eliezer e o novo chefe do Estado-Maior, o tenente-general Moshe Yaalon.Numa entrevista concedida a um jornal local, Yaalon qualificou os palestinos como um "câncer" e disse que eles devem ser totalmente liquidados. As declarações vieram à tona num momento no qual Ben-Eliezer trabalha para amenizar as tensões e obter um cessar-fogo.Depois de ter tomado o controle de sete das oito maiorescidades palestinas da Cisjordânia em junho em resposta a dois atentados suicidas em Jerusalém, Israel devolveu aos palestinos o controle sobre a segurança em Belém no mês passado.A medida é uma espécie de teste que deveria ter incluído Gaza. No entanto, os soldados israelenses não retiraram suas tropas da região. Um lado acusa o outro pelo atraso.Em Nablus, maior cidade cisjordaniana, soldados israelensesestabeleceram um toque de recolher para que suas tropasbloqueassem uma das duas maiores vias da região. Uma profunda trincheira foi aberta por uma retroescavadeira. O Exército de Israel preferiu não comentar a medida.Em Rai, ao norte de Nablus, moradores contaram que soldados obrigaram uma mulher palestina a subir a bordo de um jipe e exigiram que seu irmão se entregasse.Iman Abu Haija disse com a ajuda de um alto-falante que ossoldados demoliriam sua casa. Ninguém saiu. Os soldados então invadiram sua casa e não encontraram ninguém em seu interior. Iman foi, então, levada em um jipe em torno da aldeia e pedia a Ghassan, seu irmão, que se entregasse.Ele só saiu de seu esconderijo, numa outra casa da pequenacidade, quando, aos prantos, Iman contou que os soldadosexplodiriam seu lar.Em seguida, os israelenses desarmaram os explosivos,libertaram Iman e levaram Ghassan, contaram os moradores. O Exército israelense também não quis comentar este incidente. Ainda nesta segunda-feira, o Ministério de Educação palestino reclamou que os toques de recolher impostos por Israel estão prejudicando gravemente o novo ano escolar, iniciado sábado.Milhares de estudantes foram impedidos de ir às escolas porcausa dos toques de recolher que os confinava ao interior desuas residências. Além dos toques de recolher, o novo ano letivo também foi prejudicado por restrições ao direito de ir e vir e bloqueios rodoviários impostos por Israel, reclamou oministério.Israel alega que tais restrições são necessárias para afastarmilitantes islâmicos de seu território.

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