Bento XVI beatifica cardeal inglês

O Papa Bento XVI beatificou o cardeal John Henry Newman em uma missa ao ar livre neste domingo e marcou o septuagésimo aniversário da Batalha da Inglaterra, travada entre britânicos e alemães nazistas na Segunda Guerra Mundial, com uma reflexão pessoal sobre a vileza do regime nazista, elogiando os combatentes que corajosamente resistiram a ele.

AE-AP, Agência Estado

19 de setembro de 2010 | 09h50

Esta foi a segunda vez durante sua visita oficial de quatro dias ao Reino Unido que o Papa Bento XVI, nascido na Alemanha, fez referência à Blitz, o ataque efetivado pelos nazistas às cidades da ilha britânica com bombardeiros durante a Segunda Guerra Mundial.

Newman, nascido no século XIX e um convertido do anglicanismo, foi muito influente tanto na Igreja Anglicana como na Católica. A beatificação efetivada neste domingo coloca Newman mais perto da santidade. O papa falou com os britânicos nas proximidades de Coventry, que sofreu um dos piores bombardeios feito pelos nazistas em novembro de 1940.

"Para mim, como uma pessoa que viveu e sofreu durante os dias negros do regime nazista na Alemanha, é comovente estar aqui com vocês nesta ocasião e relembrar quantos cidadãos sacrificaram suas vidas, corajosamente resistindo às forças daquela ideologia vil", disse o papa durante a homilia. "Setenta anos depois, nós recordamos com vergonha e horror o terrível instrumento de morte e destruição que a guerra cria e nós renovamos nossa decisão de trabalhar para a paz e reconciliação aonde quer que a ameaça de conflito apareça", disse.

O próprio papa foi forçado a se unir à juventude nazista de Hitler e servir no exército alemão antes de desertar quase no fim da guerra. Mas nem no campo de concentração de Auschwitz na Polônia e nem no memorial do Holocausto em Israel, o papa se referiu a sua experiência pessoal como um alemão que viveu o período.

A polícia britânica libertou os seis homens que foram presos a partir de suspeitas de que estariam planejamento um ataque contra o santo padre. Os homens foram libertados entre o final de sábado e início de domingo. A polícia disse que buscas em oito casas do norte e leste de Londres e dois escritórios no centro de Londres não resultou em nenhum achado de armas ou materiais suspeitos. As informações são da AP.

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