Bento XVI critica "cultura dominante da morte"

O papa Bento XVI criticou hoje a existência do que ele acredita que seja uma "cultura dominante da morte", que colocaria no mesmo nível as drogas, a falta de solidariedade e o sexo como diversão. Ele desenhou um quadro negativo do tempo atual na cerimônia que celebrou Capela Sistina de batismo de 10 crianças. O papa seguiu o hábito de seu antecessor João Paulo II de dar pessoalmente o sacramento no dia que a tradição cristã lembra o batismo de Jesus de Nazaré. Segundo ele, "cultura da morte" se mostra, na fuga na droga, na fuga do real, no ilusório, na felicidade falsa que se mostra na mentira, no engano, na injustiça, no desprezo pelo outro, e pela solidariedade, pela responsabilidade com os pobres e pelos que sofrem, na sexo por diversão sem responsabilidade. "É a ´coisificação´ do homem, que já não é pessoa, mas mercadoria, coisa pura", condenou.O guia espiritual dos católicos defendeu o "não" a essa "vida de aparência" e defendeu o que definiu como "cultura da vida, o ´sim´ a Cristo, ao vencedor da morte". "O conteúdo desta cultura da vida se expressa nos dez mandamentos, que não são proibições, mas uma visão de vida".O bispo de Roma comparou essa cultura com a existente no Império Romano. "Pensemos no que se fazia no Coliseu ou aqui, nos jardins de Nero, onde os homens eram incendiados como lamparinas vivas. A crueldade e a violência eram a diversão, uma verdadeira perversão da alegria, do verdadeiro sentido da vida". Pouco depois, Bento XVI apareceu aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para rezar o Ângelus.

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