Bento XVI expressa preocupação pelo conflito no Líbano

O Papa Bento XVI expressou neste domingo grave preocupação com a crescente onda de violência no Líbano e denunciou o terrorismo e a retaliação na Terra Sagrada. Em um retiro de férias nos Alpes Italianos, o pontífice também lamentou as mortes de civis e apelou aos líderes para "retornarem ao caminho da razão" e trabalharem para um diálogo. A violência foi intensificada no Oriente Médio depois que as guerrilheiros do Hezbollah firmaram base no sul do Líbano, encurralando a cidade israelense de Haifa com foguetes e mísseis. Israel, então, avisou aos moradores do sul do Líbano para fugirem antes de um iminente ataque israelense. "Neste dias, as notícias sobre a Terra Sagrada são todas de grave preocupação, em particular, à expansão de ações beligerantes até mesmo no Líbano, e pelas numerosas vítimas entre a população civil", afirmou Bento a peregrinos. "Na origem desses conflitos sem misericórdia estão, infelizmente, situações objetivas de violação aos direitos e à justiça", reconheceu o papa, adicionando, porém, que "nem os atos dos terroristas e nem a retaliação - sobretudo quando há trágicas conseqüências para a população civil - podem ser justificadas". Segundo ele, o caminho da violência, como muitos exemplos mostram, nunca trazem resultados positivos. O Líbano tem uma grande população católica. Na sexta-feira, o Vaticano condenou o ataque militar ao Líbano e expressou preocupação com o conflito no Oriente Médio. Ele disse que o direito de defesa de um país não o exime de respeitar as leis internacionais, especialmente as que remetem à segurança da população civil.

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