Bergdahl afirma que foi torturado por Taleban

O sargento norte-americano Bowe Bergdahl, que foi libertado no Afeganistão como parte de um acordo da Casa Branca há oito dias, disse a pessoas que o tratam em instalações médicas do Exército dos EUA na Alemanha que foi torturado, espancado e mantido em uma gaiola por raptores do Taleban após uma tentativa de fuga, relatou um oficial sênior norte-americano neste domingo.

Agência Estado

08 de junho de 2014 | 10h45

O oficial falou sob condição de anonimato por não ter autorização de discutir o que Bergdahl vem revelando sobre suas condições no cativeiro.

Bergdahl, de 28 anos, foi capturado em junho de 2009, após ter desaparecido de sua unidade de infantaria. Ele foi mantido como refém de militantes do Taleban por quase cinco anos.

Citando médicos militares do Centro Médico Regional de Landstuhl, o jornal norte-americano The New York Times publicou na edição deste domingo que Bergdahl está fisicamente apto para viajar de volta aos EUA, mas que não tem condições emocionais de reencontrar sua família. O sargento ainda não entrou em contato com familiares.

Bergdahl foi devolvido aos militares dos EUA em troca da libertação de cinco militantes do Taleban que estavam detidos na prisão militar norte-americana de Guantánamo Bay, em Cuba. O acordo, que a Casa Branca negociou sem consultar o Congresso, detonou uma forte controvérsia em meios políticos de Washington.

Congressistas republicanos e democratas, que a princípio haviam elogiado a libertação de Bergdahl, logo recuaram diante de dúvidas sobre se o sargento seria na verdade um desertor e das reações negativas à troca por militantes do Taleban. Alguns colegas de Bergdahl dizem que soldados foram mortos durante operações para localizá-lo e salvá-lo.

Na quarta-feira, a cidade natal de Bergdahl, Hailey, no Estado de Idaho, cancelou planos de realizar uma cerimônia de boas-vindas ao sargento, alegando questões de segurança. Ontem, o FBI informou que a família de Bergdahl foi vítima de ameaças de morte que estão sendo investigadas por autoridades federais, estaduais e locais.

Segundo o oficial sênior que preferiu não se identificar, os pais de Bergdahl estão de fato sendo molestados e ameaçados de morte. Fonte: Associated Press.

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