Berlim diz que relações com EUA "são boas" apesar do Iraque

O governo alemão assegurou nesta sexta-feiraque suas relações com os Estados Unidos "são boas, comosempre", apesar da negativa de Berlim a um ataque ao Iraque,depois que a imprensa local afirmou que as divergências entreambos os países poderiam modificar seus intercâmbiosbilaterais.O porta-voz do governo federal alemão, Uwe-Karsten Heye,disse que "não há desgaste nas relações" com Washington. "Oque há são divergências em questões objetivas", afirmou.Heye acrescentou que o chanceler Gerhard Schroeder enviou noúltimo dia 28 de agosto uma "carta pessoal" ao presidente dosEUA, George W. Bush, em referência aos atentados ocorridos emNova York e Washington em 11 de setembro do ano passado.Na carta, segundo o porta-voz, o chanceler expressa "aprofunda proximidade de todo o povo alemão (com os americanos),além de reiterar a solidariedade do governo alemão na lutacontra o terrorismo internacional". Segundo Heye, o Iraque nãoera o objetivo da carta.No entanto, o jornal Financial Times Deutschland afirmou queas divergências entre ambos os países diante de uma eventualintervenção militar americana no Iraque poderiam modificar asrelações de Berlim e Washington.O diário cita fontes governamentais alemãs e assinala que oembaixador dos EUA em Berlim, Daniel Coats, em uma atitude"pouco usual entre aliados tão próximos", foi convocado naquarta-feira pelo vice-ministro das Relações Exteriores alemão,Guenter Leuger, que o pôs a par da posição do governo alemãosobre o tema Iraque.Também na quarta-feira, em uma entrevista difundida pelaimprensa alemã, o embaixador Coats analisou que o rechaçocategórico de Berlim à hipótese de uma invasão ao Iraque induz aduvidar da solidez das relações teuto-americanas.

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