Berlusconi anuncia escalada nas operações contra Líbia

A Itália decidiu se juntar a operações ostensivas de bombardeio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra as forças do governante líbio Muamar Kadafi, disse hoje o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi. Até agora, os bombardeiros italianos haviam realizado apenas duas operações contra radares de Kadafi, logo após a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovar em março o uso da força para proteger civis na Líbia e a França ter começado os ataques em 19 de março.

AE, Agência Estado

25 de abril de 2011 | 18h00

Segundo informações da agência Ansa, o governo informará em breve ao Parlamento italiano sobre a decisão tomada hoje. Uma nota do gabinete de Berlusconi afirma que as operações terão "objetivos militares específicos" selecionados no território líbio.

"A Itália decidiu aumentar a flexibilidade operacional dos seus aviões através de ações apontadas contra objetivos militares específicos em território líbio, no contexto de contribuir na proteção da população civil líbia", disse Berlusconi, em conversa por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Além dos bombardeiros Tornado, a Itália poderá empregar caças Eurofighter e F-16 da sua força aérea.

Na semana passada, a Itália, como a França e a Grã-Bretanha, concordou em enviar instrutores militares aos insurgentes líbios em Benghazi, que lutam contra as forças regulares de Kadafi. A decisão anunciada hoje por Berlusconi foi contestada por integrantes do governo de centro-direita. A Liga do Norte, partido de direita do Norte da Itália, é contra a escalada da intervenção na Líbia.

A Itália, ex-metrópole colonial da Líbia, descartou operações com tropas terrestres no país magrebino e afirma que gostaria que Kadafi e sua família deixassem voluntariamente o país norte-africano, o que poderia abrir caminho para uma solução política. O regime de Kadafi acusa os EUA, que lançaram seus primeiros bombardeios feitos com aviões não tripulados no final de semana passado, de crimes contra a humanidade. As informações são da Dow Jones.

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