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Berlusconi comandava as festas sexuais, diz corte italiana

Documentos divulgados nesta quinta-feira indicam que ex-primeiro-ministro era 'diretor das performances sexuais' nas festas eróticas

O Estado de S. Paulo,

21 de novembro de 2013 | 17h01

MILÃO - O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi era o mestre de cerimônias de festas sexuais apelidadas de "bunga-bunga" em sua luxuosa mansão perto de Milão, de acordo com documentos de um tribunal italiano. "Il Cavaliere", como Berlusconi também é conhecido, seria o responsável por autorizar que moças fizesse strip-teases durante as festas.

O ex-primeiro-ministro foi condenado a 7 anos de prisão em junho por abuso de poder e por pagar para ter relações sexuais com uma menor de idade durante as festas. No entanto, é apenas em razão de uma condenação em última instância por fraude fiscal que ele corre o risco de ser expulso do Senado, em votação prevista para a próxima semana.

Em documento divulgado nesta quinta-feira, 21, explicando as razões da condenação, a corte afirmou que há provas suficientes de que Berlusconi, de 77 anos, teve relações sexuais com a ex-dançarina de um clube noturno Karima El Mahroug, também conhecida por seu nome artístico "Ruby, a ladra de corações", que tinha 17 anos à época, pagando em dinheiro e joias - o que ficou conhecido como o "Caso Ruby".

O texto assinala que Berlusconi comandava as mulheres para que agissem e dançassem com erotismo durante as festas. "Está provado que o diretor das performances sexuais das moças era o próprio Berlusconi", diz a corte.

Berlusconi descreveu as noites como "jantares elegantes" e está recorrendo contra o veredicto. Ele não terá de cumprir pena de prisão pela condenação até que sejam julgados os recursos em duas instâncias.

De acordo com o tribunal, era Berlusconi quem decidia quando começaria "a chamada 'bunga-bunga', na qual mulheres convidadas atuavam para satisfazer os desejos do réu, que eram o de 'fazê-lo sentir prazeres corporais'.... com apresentações de pole dance, strip-teases, se fantasiando e acariciando umas às outras".

As provas também mostraram, segundo a corte, que Berlusconi estava ciente de que Karima tinha menos de 18 anos, a idade mínima para prostituição na Itália. / REUTERS

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