Berlusconi deixa Zapatero sozinho em coletiva após encontro em Roma

Segundo porta-voz, não houve 'quebra de protocolo', apenas 'cordialidade' do premiê italiano

Reuters

10 de junho de 2010 | 15h48

 

ROMA - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, provocou uma embaraçosa situação nesta quinta-feira, 10, durante uma coletiva de imprensa, quando repentinamente deixou o local em que discursava junto do chefe do governo da Espanha, José Luiz Zapatero.

 

Ambos os líderes acabavam de terminar seus discursos quando Berlusconi disse aos jornalistas presentes que dirigissem as perguntas a Zapatero, cumprimentou o convidado, apertou sua mão e depois deixou o local.

 

"Deixo meu amigo com as perguntas dos jornalistas espanhóis, sobretudo sobre a visita do papa, e o saúdo como se saúda um santo, porque recebeu a bênção do papa e está em estado de graça", disse Berlusconi enquanto abandonava a sala.

 

Depois de ficar sozinho frente aos jornalistas, Zapatero sorriu e olhou fixamente para a direção para onde o italiano saiu andando. Momentos depois, ele deixou o palanque. O espanhol, então, voltou momentos mais tarde para ouvir as perguntas dos repórteres, embora a confusão já havia feito com que a coletiva deixasse de ser transmitida em alguns canais.

 

Não ficou claro se a saída de Berlusconi sem aceitar as perguntas foi provocada por sua cada vez mais fria relação com a imprensa italiana ou por algum motivo particular em relação a Zapatero. Seu porta-voz, Paolo Bonaiuti, porém, assegurou por meio de comunicado que "não existe nenhuma intriga, nenhum mistério" na saída repentina de Berlusconi.

 

"Na contínua obsessão de encontrar sempre e de qualquer modo algo estranho, algumas agências de notícias superaram o inverossímil. Ao término de um muito cordial encontro, os dois chefes de governo compareceram juntos para fazer declarações à imprensa", anunciou o porta-voz. "Depois das declarações, Berlusconi, em um ato de cortesia, deixou a sala para dar a chance ao convidado desenvolver de modo autônomo à imprensa seus relatos da visita à Roma. Não houve quebra de protocolo", concluiu Bonaiuti.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.