Berlusconi diz que menção a crianças cozinhadas na China foi "piada"

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse nesta quarta-feira que sua afirmação de que na China de Mao Tsé-tung se cozinhava crianças foi uma "piada" na qual citava "um fato historicamente indiscutível". Berlusconi participou de um grupo de estudo organizado pelo grupo do Partido Popular Europeu (PPE) no Parlamento Europeu, durante a qual falou dos êxitos de seu governo e investiu, mais uma vez, contra os meios de comunicação. No domingo, durante uma reunião em Nápoles, ele assegurou que na China de Mao, durante a época da grande fome, as crianças eram cozidas para adubar os campos, o que gerou um protesto diplomático do gigante asiático. "Em duas horas de discurso, fiz uma piada citando um fato historicamente indubitável", disse o premier, reiterando que tal prática "está historicamente provada". Berlusconi apresentou aos deputados europeus do PPE os avanços de seu governo, durante a primeira sessão de um grupo de estudos que precede a realização do 30º congresso da legenda. A sessão foi aberta pelo presidente do grupo do PPE na Eurocâmara, Hans-Gert Poettering, que em nome de todo o partido previu "um grande êxito eleitoral" à coalizão de centro-direita "Casa das Liberdades". A Itália precisa de um governo "estável", com "autoridade moral e eficiente" como foi, segundo acrescentou, o da coalizão liderada por ele mesmo nos últimos cinco anos. O primeiro-ministro da Itália também se mostrou convencido de que a coalizão de centro-direita vencerá as eleições gerais de 9 e 10 de abril, embora as últimas pesquisas publicadas apontem Berlusconi como perdedor. "Tenho fé que a centro-direita também ganhará desta vez, pois os cidadãos italianos nunca acreditaram nos comunistas", assegurou. Durante seu discurso, o premier atacou os meios de comunicação ao assegurar que "90% dos jornais estão do outro lado" e que "as televisões são impraticáveis" para eles. O dono do império de comunicação Mediaset disse que não consegue ir à televisão "sem que um líder da esquerda esteja do outro lado" e criticou um programa da rede de televisão pública RAI TRE, no qual na última terça-feira à noite participou de um debate junto com o dirigente do Partido Radical, Emma Bonino, e o líder da Refundação Comunista, Fausto Bertinotti. Berlusconi criticou a grande "tendenciosidade" do programa e do apresentador, embora tenha assegurado ter conseguido se impor no debate.

Agencia Estado,

29 Março 2006 | 11h28

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