Berlusconi diz que se defenderá na TV e nos tribunais

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, afirmou hoje que irá à TV e aos tribunais para provar que as acusações que pesam contra ele são falsas. Os processos devem recomeçar em Milão, após o Tribunal Constitucional da Itália revogar ontem a polêmica lei que garantia imunidade judicial a algumas autoridades. A decisão da Corte foi um duro revés a Berlusconi. Ele disse que não abandonará o posto - hipótese cogitada pela oposição - e acusou os juízes de atuarem por motivações políticas.

AE, Agencia Estado

08 de outubro de 2009 | 12h53

O principal caso envolvendo o primeiro-ministro, porém, teria de recomeçar da estaca zero para ele participar, segundo advogados. Nesse caso específico, o primeiro-ministro é acusado de ter pago US$ 600 mil para o advogado britânico David Mills, em 1997, para não revelar em julgamento detalhes comprometedores de suas transações comerciais. Mills foi condenado em 17 de fevereiro por ter mentido em um julgamento contra o premier. De acordo com advogados, esse processo deve prescrever em breve, sendo, portanto, improvável um veredicto contra o primeiro-ministro.

Berlusconi está envolvido ainda em um escândalo sexual por seus supostos encontros com mulheres jovens. Além disso, uma Corte de Milão determinou que sua companhia Fininvest deve pagar US$ 1 bilhão a um rival, em um caso dos anos 1990.

Direitos de transmissão

Outro processo está relacionado com irregularidades na compra e venda de direitos de transmissão de filmes na TV por seu grupo de comunicação Mediaset. Aprovada pelo Parlamento no ano passado, a Lei Laudo Alfano imediatamente suspendeu procedimentos legais em andamento contra as quatro maiores autoridades do Estado - o chefe de governo, o presidente da república e os titulares da Câmara e do Senado. Promotores apresentaram uma apelação no Tribunal Constitucional, alegando que as medidas violavam os princípios da Constituição.

Tudo o que sabemos sobre:
ItáliaBerlusconiTVtribunais

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.