Berlusconi enfrenta votação que pode determinar sua renúncia

Premiê pede voto de confiança para medir apoio após atritos com ex-aliado de governo

Efe

29 de setembro de 2010 | 05h39

Premiê italiano discursa no Parlamento nesta quarta.

 

ROMA - O presidente do governo italiano, Silvio Berlusconi, comparecerá nesta quarta-feira à Câmara dos Deputados para enfrentar uma questão de confiança, e, caso não obtenha maioria, terá que renunciar e convocar eleições antecipadas.

Berlusconi elegeu esta fórmula para avaliar se segue contando com apoio suficiente para terminar a legislatura depois da ruptura com o cofundador de seu partido Gianfranco Fini.

O primeiro-ministro, que nesta quarta completa 74 anos, comparecerá às 11h locais (6h de Brasília) perante a Câmara Baixa para ler um documento que contém cinco pontos do programa de governo (federalismo econômico, reforma tributária, iniciativas para o sul, Justiça e Segurança).

Após o discurso, será aberto um debate, ao qual seguirá uma réplica às 16h30 locais (11h30 de Brasília) do presidente do governo. A votação está marcada para começar às 19h (14h pelo horário de Brasília).

Durante a votação, pode ser decisiva a posição dos 35 deputados que seguiram Fini após a ruptura com Berlusconi, já que o governo precisa de 316 votos para conservar a maioria.

O porta-voz no Congresso do novo movimento de Fini, Italo Bocchino, explicou na terça-feira à noite que a intenção de seu grupo é votar a favor do plano de governo, já que avaliam que Berlusconi optou por passar por uma questão de confiança.

No entanto, Bocchino explicou que a decisão definitiva só sairá após tomar conhecimento total do documento, já que, ao contrário do restante do partido, seu grupo não teve acesso ao conteúdo.

Berlusconi conta atualmente com 296 votos dos deputados de seu partido, o PDL, junto aos de seus aliados no Governo da Liga Norte, cinco do grupo Noi Sul, cinco do Movimento para a Autonomia da Sicília, três dos liberal-democratas e dois do Partido Republicano.

A imprensa italiana explica nesta quarta-feira que os cinco votos dos democrata-cristãos do opositor UDC e dois da Aliança para a Itália, que abandonaram seus respectivos partidos e se inscreveram no grupo misto, podem se juntar ao líder.

Caso sejam confirmados estes números, Berlusconi pode até conseguir a maioria (318 votos) sem o apoio dos 35 correligionários de Fini.

Tudo o que sabemos sobre:
ItáliaBerlusconivotaçãorenúncia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.