Berlusconi não quer que Itália se torne nação multiétnica

O primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi disse nesta segunda-feira que não quer que a Itália "se torne uma nação multicultural e multiétnica", atraindo aplausos dos aliados da direita e críticas dos oponentes de centro-esquerda. Em entrevista a um programa da rádio estatal italiana, o premier afirmou ter orgulho das tradições italianas. O governo Berlusconi é responsável por uma violenta política de imigração, que incluí uma dura legislação contra imigrantes ilegais. A lei, de 2002, permite que permaneçam no país somente imigrantes com contratos de trabalho. "Queremos abrir (nossas fronteiras) aos estrangeiros que fogem de países onde suas vidas ou liberdades estão em risco", afirmou Berlusconi, que acrescentou, em seguida, que imigrantes que vão à Itália a trabalho são bem vindos. "Não queremos dar as boas vindas a todos que vêm aqui para trazer danos e perigos aos cidadãos italianos." Milhares de imigrantes ilegais chegam à Itália todos os anos, a maioria vinda do norte da África. O último grupo, de mais de 200 pessoas, chegou na manhã desta segunda-feira na costa de Lampedusa, uma pequena ilha da Sicília. A maioria dos estrangeiros ilegais, quando conseguem enganar a polícia, mudam-se para outros países europeus. Economistas dizem que a Itália precisa de imigrantes para preencher as vagas de trabalhos que os italianos não preenchem. No entanto, muitos cidadãos ligam os imigrantes à criminalidade.

Agencia Estado,

27 Março 2006 | 17h34

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