Berlusconi não seria condenado se fosse gay, diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse na quinta-feira que o ex-primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, não seria tão perseguido pelas autoridades se fosse homossexual. O ex-premiê italiano foi condenado em junho por ter pago para ter relações sexuais com uma jovem menor de idade e por pressionar autoridades a esconderem o caso.

AE, Agência Estado

20 Setembro 2013 | 08h46

"Berlusconi enfrentou um julgamento por viver com mulheres. Eles (os promotores)

não o tocariam se ele fosse gay", disse Putin.

O presidente da Rússia também negou que os homossexuais sejam discriminados em seu país e defendeu uma nova lei aprovada no Parlamento russo e que foi alvo de críticas pelo mundo.

Segundo Putin, a nova legislação "proíbe apenas a propaganda de relações sexuais não tradicionais entre menores" de idade e em nenhum momento "infringe os direitos das minorias sexuais".

A recente aprovação da lei levou a pedidos de boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno em 2014, que ocorrerá em Sochi.

Putin observou que, ao passo que alguns países da Europa aprovaram a união entre pessoas do mesmo sexo, "os europeus estão morrendo (...), e casamentos gays não resultam em filhos"

Ele defendeu ainda que os casais heterossexuais tenham mais filhos para reverter um processo de declínio populacional. "Deixem-nos fazer nossa escolha do jeito for melhor para nosso país."

Os comentários de Putin foram feitos durante uma conferência na cidade russa de Valdai. Fonte: Associated Press.

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