Atef Safadi/Efe
Atef Safadi/Efe

Berlusconi pode ser convocado à corte, mas para depor como vítima

Casal teria tentado extorquir premiê por caso de contratação de prostituta

Agência Estado

02 Setembro 2011 | 16h25

ROMA - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, poderá ser convocado pela Justiça da Itália para depor novamente, mas desta vez como vítima, e não como réu, informou a agência Ansa da Itália, citando fontes do judiciário. No caso, Berlusconi teria sido vítima de uma tentativa de extorsão do empresário Giampaolo Tarantini, da mulher do empresário e de um jornalista, Valter Lavitola. A promotoria de Nápoles gravou uma conversa de Berlusconi com Lavitola, na qual o premiê chama a Itália de "país de m...".

 

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A secretária de Berlusconi, Marinella Brambilla, foi convocada nesta sexta-feira para depor pela promotoria de Nápoles. Os promotores querem saber se ela fez pagamentos em dinheiro para Lavitola, informou o jornal Il Mattino de Nápoles.

 

A conversa com Valter Lavitola, diretor de redação do jornal Avanti, aconteceu em 13 de julho, foi gravada pela promotoria de Nápoles e divulgada em 1º de setembro. Berlusconi reclamava contra as investigações da Justiça italiana, que na época seguia as pistas uma suposta rede de prostituição que seria comandada pelo empresário Giampaolo Tarantini. O premiê teria usado serviços das profissionais da rede.

 

O empresário e sua mulher, Angela Devenuto, foram presos na quinta-feira acusados de chantagear Berlusconi. Lavitola também é investigado no caso de extorsão. A promotoria não acha, contudo, que o jornalista tentou tirar dinheiro do premiê. Ele teria atuado como intermediário entre Berlusconi, que era sua fonte, e Tarantini.

 

Berlusconi, segundo a promotoria de Nápoles, chegou a pagar 500 mil euros a Tarantini, que admitiu ter contratado a prostituta de luxo Patrizia D'Adario para o premiê, mas afirmou que Berlusconi desconhecia que as mulheres que iam às festas nas suas mansões eram pagas. Berlusconi disse que pagou o dinheiro a Tarantini a título de "despesas pessoais" e que queria ajudar a família de um "empresário em dificuldades".

 

"Não estou nem aí...eu..em alguns meses vou embora, vou cuidar dos meus problemas...Vou para outro lugar, embora desse país de merda...estou enojado... chega" disse Berlusconi na chamada, reproduzida pelos diários Corriere della Sera e La Stampa. As informações são da Agência Ansa.

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