Angelo Carconi/AP
Angelo Carconi/AP

Berlusconi pode ser investigado por indução ao falso testemunho

Empresário teria sido induzido a mentir sobre festas dadas por premiê italiano

Efe

27 Setembro 2011 | 11h19

ROMA - A Procuradoria de Bari poderá abrir uma investigação contra o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, por induzir o empresário Giampaolo Tarantini, o encarregado de trazer jovens mulheres para suas festas, ao falso testemunho.

 

A possibilidade foi levantada depois que, nesta terça-feira, 26, um tribunal de Nápoles modificou o crime de suposta "chantagem" que teria sido sofrida por Berlusconi, que os procuradores vinham investigando, pelo de "indução a não declarar ou dar falso testemunho".

 

Por outro lado, o tribunal decidiu que a procuradoria competente para continuar as investigações é a de Bari (sul da Itália).

 

Além disso, o tribunal determinou a libertação de Tarantini e de sua mulher, presos desde 16 de setembro, e confirmou a ordem de detenção de Walter Lavitola, considerado um intermediário do empresário e Berlusconi, e que está foragido.

 

Por essa razão, o próximo passo é a possibilidade de que a Procuradoria de Bari abra uma investigação contra o premiê italiano, que até agora era considerado apenas "parte ofendida" e havia sido apenas convidado a declarar, embora nunca tenha comparecido.

 

Em sua investigação, a Procuradoria de Nápoles sustentava que o primeiro-ministro induziu Tarantini a afirmar em suas declarações oficiais que o governante não sabia que as meninas que ele recrutava para suas festas eram prostitutas.

 

Além disso, os procuradores sustentam que o primeiro-ministro induziu Tarantini a mentir também sobre a natureza do dinheiro que recebeu dele (um pagamento de 500 mil euros e uma renda mensal de 20 mil euros) como parte da suposta extorsão e que Berlusconi sempre sustentou que era uma ajuda a uma família em apuros.

 

Tarantini, que quando o escândalo das festas de Berlusconi estourou em 2009 foi apontado como o encarregado de reunir as jovens que frequentavam esses encontros, sempre afirmou que pediu 500 mil euros a Berlusconi para iniciar um negócio, enquanto a renda mensal era para satisfazer suas "exigências de vida", já que tem a seu cargo um grande número de pessoas.

 

No entanto, os procuradores sustentam que o dinheiro serviu para "convencer" o empresário a evitar que fossem divulgados detalhes comprometedores sobre as festas de Berlusconi em um julgamento.

 

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