Berlusconi propõe uma "grande coalizão" a Prodi

Apesar da confirmação nesta terça-feira da vitória de Romano Prodi nas eleições parlamentares italianas, o premier Silvio Berlusconi se recusou a aceitar sua derrota. O atual chefe do governo da Itália alega que existiram "várias irregularidades" nas votações. A coalizão de Prodi ganhou quatro acentos no Senado graças a votos de italianos que moram no exterior, confirmou o ministro do Interior, dando a Prodi a margem necessária para controlar ambas as casas do parlamento italiano. O premier conservador disse que os votos ultramarinos que decidiram as últimas cadeiras do Senado não podem ser devidamente inspecionados por terem sido mandados do exterior. Segundo ele, "há várias irregularidades e é possível que seja difícil de confirmar se os votos foram válidos". Berlusconi também sugeriu que a Itália poderia seguir a forma de governo alemão e criar uma "grande coalizão", que agregasse tanto direita quanto esquerda caso os resultados mostrem que nenhum lado possa controlar ambas as casas do parlamento. Entretanto, Prodi já havia rejeitado qualquer sugestão de que ele precisasse de ajuda da centro-direita para governar, dizendo que governos passados tiveram menos apoio que sua coalizão e conseguiram governar. Um aliado de Prodi, Massimo D´Alemo disse: "Eu acredito que quem ganhar as eleições, mesmo por uma margem pequena, tem o direito e o dever de governar", dispensando a idéia de uma grande coalizão proposta por Berlusconi.

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