Berlusconi quer separar aluno italiano de estrangeiro

As ruas da capital italiana foram tomadas ontem por mais de 20 mil estudantes inconformados com a reforma educacional proposta pelo presidente Silvio Berlusconi para ?mudar a história da educação no país?. Uma das medidas mais polêmicas do plano é a separação dos estudantes italianos e estrangeiros nas escolas. A reforma também prevê a demissão de 80 mil professores e a diminuição da carga horária.?É praticamente um apartheid?, afirmou Simone, de 14 anos, filha de brasileira. ?O governo diz que os estrangeiros não entendem italiano, mas como vão aprender se estiverem separados?? Para grêmios estudantis, a reforma representa um retrocesso sem precedentes na educação do país.O Decreto de Lei Gelmini, de autoria da ministra da Educação, Maristella Gelmini, foi promulgado em setembro e aguarda a aprovação no Senado para passar a valer. Após uma semana de manifestações estudantis em todo país, Berlusconi e a ministra convocaram uma entrevista coletiva para ?responder a todas as mentiras da esquerda?. Segundo Gelmini, as medidas servem para cortar gastos exorbitantes do setor. O presidente também decretou a ocupação das escolas pela polícia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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