Berlusconi se diz perseguido após Câmara aprovar detenção de seu aliado

Deputado Alfonso Papa, do partido do premiê, é acusado de ter relações com organização secreta

Agência Estado

20 de julho de 2011 | 15h49

ROMA - A Câmara dos Deputados da Itália votou e aprovou nesta quarta-feira, 20, uma moção que permite a detenção do deputado Alfonso Papa, acusado de corrupção. Ele é membro do Partido Povo da Liberdade, do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, que criticou os parlamentares pela decisão e se disse perseguido.

 

Em voto secreto, 319 deputados votaram a favor da prisão de Papa, enquanto 293 votaram contra. Na Itália, os deputados e senadores possuem imunidade, que pode ser retirada apenas por seus colegas.

Papa, deputado pela província de Nápoles, discursou mais cedo e defendeu sua inocência. A aprovação da moção que permite a detenção de Papa é mais uma derrota política para Berlusconi. O premiê disse que a votação de "foi um loucura para me atingir".

 

A promotoria de Nápoles investiga Papa por supostamente ter sido subornado por uma ampla organização secreta, chamada P4, que envolveria políticos, empresários e outras figuras poderosas. As informações são da Associated Press.

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