REUTERS/Aaron P. Bernstein
REUTERS/Aaron P. Bernstein

Bernie Sanders vence Hillary Clinton em primária do Wyoming

Estado tem 14 delegados que levarão seu nome para a convenção do Partido Democrata

O Estado de S. Paulo

09 Abril 2016 | 19h09

O senador Bernie Sanders venceu Hillary Clinton, sua rival na corrida pela indicação do Partido Democrata para as eleições presidenciais dos Estados Unidos, no caucus (assembleias populares) do estado de Wyoming realizado neste sábado, segundo as projeções dos principais veículos de comunicação do país.

Neste estado está em jogo o pequeno número de 14 delegados, cuja maioria será levada por Sanders, que encontrou em Wyoming um território favorável por ter vencido em todos seus vizinhos (Idaho, Utah, Colorado e Nebraska).

Com quase todos os votos apurados, Sanders venceu Hillary por uma diferença superior a dez pontos em Wyoming, um estado central dos Estados Unidos, com pouca densidade populacional e uma comunidade majoritariamente branca, com pouca presença das minorias latina e negra.

A vitória de Sanders, que se define como socialista democrático, se traduz em um pequeno punhado de delegados para a Convenção do Partido Democrata de julho, na qual será escolhido o candidato democrata para as eleições presidenciais de novembro.

No entanto, o pequeno número de delegados (sete de 14, segundo as primeiras estimativas) conquistados hoje por Sanders não lhe permitirá nem de longe estreitar a diferença que lhe separa de Hillary.

A ex-secretária de Estado conta atualmente com mais da metade dos 2.383 delegados necessários para garantir a indicação presidencial e tem uma vantagem de mais de 200 sobre Sanders.

Os analistas apontam que Wyoming, um estado profundamente conservador, votará no candidato do Partido Republicano, sem importar se seu indicado é o magnata Donald Trump, que carrega a oposição da velha-guarda dos republicanos.

De qualquer forma, Wyoming só distribui um pequeno número de delegados, razão pela qual as atenções estão voltadas para o dia 19 de abril, onde haverá um grande número de delegados em jogo tanto para os democratas como para os republicanos em Nova York./ EFE

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