Berri critica declaração sobre possível saída italiana do Líbano

A Itália é o país com maior contingente no sul do Líbano, com cerca de 2.500 soldados

EFE

15 de março de 2008 | 05h08

O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, disse na noite desta sexta-feira que a declaração do ex-ministro da Defesa italiano Antonio Martino sobre uma possível retirada das tropas de seu país do sul do Líbano é "perigosa", informaram fontes locais. Segundo as fontes, Berri ligou para o embaixador da Itália em Beirute, Gabriele Checchia, para pedir-lhe explicações sobre essa declaração. Na sexta-feira, Martino não descartou a possibilidade de a Itália estudar a presença de suas tropas no Líbano caso vença as eleições de 13 e 14 de abril.  "Seria necessário reduzir drasticamente ou cancelar nossa presença militar no Líbano, e aumentar significativamente o número de nossos homens no Afeganistão e enviar instrutores militares ao Iraque e Kosovo", manifestou Martino, que foi titular da Defesa no Governo de Silvio Berlusconi. A Itália, que preside a Finul, é o país com maior contingente no sul do Líbano, com cerca de 2.500 soldados. Essa força internacional tem a missão de aplicar a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que pôs fim ao conflito entre Israel e o Hezbollah em 2006.

Tudo o que sabemos sobre:
ItáliaLíbanoHezbollahFinul

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.