Bersani encerra hoje busca de apoio a coalizão

Um mês após das eleições legislativas, o líder de centro-esquerda italiano Pier Luigi Bersani continua sob pressão para formar governo o mais rápido possível. Ontem, apenas uma tênue esperança lhe restava, depois que uma conversa com o Movimento 5 Estrelas, do humorista Beppe Grillo, resultou em uma nova rejeição para a tentativa de coalizão. Bersani encerra hoje sua busca por apoio político.

ROMA, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2013 | 02h11

"Apenas um doente mental poderia sentir por mim uma inveja irrefreável", afirmou o líder do Partido Democrático diante de uma delegação de representantes da legenda do comediante "antissistema", comentando as dificuldades que enfrenta diante da paralisia política na Itália. O presidente Giorgio Napolitano poderá convocar novas eleições, caso não haja acordo no Parlamento para a formação do governo.

Bersani afirmou estar disposto a assumir suas responsabilidades. "Mas peço aos demais que assumam as suas". Após o encontro, Grillo acusou, em seu blog, todos os partidos políticos italianos, tanto de esquerda quanto de direita, de terem compartilhado o poder nos últimos 20 anos, protegendo apenas seus próprios interesses - o que, segundo o líder do Movimento 5 Estrelas, destruiu a indústria do país e acabou com benefícios sociais, a inovação e a investigação científica, tendo "roubado o futuro" das novas gerações de italianos.

Impaciência. "Esse governo não pode esperar (mais) para ser dispensado de sua tarefa", declarou ontem o primeiro-ministro em exercício da Itália, Mario Monti, ao Parlamento. O premiê disse que não buscou ocupar o cargo do qual agora não consegue se desvencilhar, mas "foi o mundo político que considerou a situação complicada demais para se acertar por si só". / AFP, NYT e EFE

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