Alessandro Di Meo/Efe
Alessandro Di Meo/Efe

Bersani minimiza chance de acordo com Berlusconi na Itália

Líder da coalizão de centro-esquerda cobrou posicionamento de Beppe Grillo

AE, Agência Estado

26 de fevereiro de 2013 | 15h41

ROMA - O líder da coalizão de centro-esquerda, Pier Luigi Bersani, afirmou que o resultado fragmentado das eleições parlamentares "soa um alarme para toda a Europa". Ele minimizou a possibilidade de uma aliança com Silvio Berlusconi e cobrou um posicionamento de Beppe Grillo.

Falando em uma coletiva de imprensa em Roma, Bersani confirmou que não planeja buscar se manter na liderança do seu Partido Democrático, no congresso anual que será realizado este ano. Mesmo assim ele disse que seu partido, que venceu a disputa pela Câmara, tem o direito de tentar formar um governo. "É claro que aqueles que não são capazes de garantir a governabilidade não podem dizer que venceram. Não vencemos mesmo tendo ficado em primeiro e esta é a nossa decepção", comentou.

Bersani afirmou que o resultado da eleição mostra que o povo quer mudanças e não um governo de alianças. "Essa é nossa impressão e é isso que vamos falar para o presidente da República. E, no final, é ele quem vai dizer se é possível formar um governo nesse momento difícil."

Bersani sugeriu que planeja tentar formar um governo e que está disposto a falar com todos os partidos. Ele cobrou que Beppe Grillo, do Movimento Cinco Estrelas, indique se está aberto ao diálogo, alertando que caso contrário a Itália pode ter de realizar novas eleições imediatamente. "O Movimento Cinco Estrelas é o maior partido (individual da Câmara), agora Grillo precisa nos dizer o que quer fazer. Cada um vai assumir as suas responsabilidades."

Segundo ele, a Itália precisa formar um governo "de combate e mudança" e vai buscar alianças sobre esses assuntos. O líder de centro-esquerda comentou sobre a recessão no país, a maior desde a Segunda Guerra Mundial, e disse que só tentaram combatê-la com medidas de austeridade. Embora tenha criticado essa abordagem, ele disse que seria um "desastre" imaginar a Itália fora da Europa. "Isso é matemática, não é opinião."

Ele também minimizou a possibilidade de uma aliança com o Partido do Povo da Liberdade, de Silvio Berlusconi. "Vamos negociar, mas eu não acho que atitudes diplomáticas representam a mudança que eu citei anteriormente. É preciso mudar a situação, eu não acho que o país aguente um jogo diplomático."

As informações são da Dow Jones

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.