Bhutto diz que não negociará mais com presidente paquistanês

Ex-premiê desiste de realizar acordo por governo compartilhado enquanto durar o estado de emergência

Agências internacionais,

12 de novembro de 2007 | 10h57

A líder da oposição do Paquistão, Benazir Bhutto, afirmou nesta segunda-feira, 12, que não negociará mais com o presidente Pervez Musharraf sobre um acordo de poder compartilhado no país, segundo reportagem da BBC.   "Estamos dizendo não (para novos diálogos)", afirmou a ex-premiê em Lahore, a capital econômica do Paquistão. Para ela, o grande problema é o estado de emergência imposto por Musharraf no início do mês.   Os Estados Unidos têm pressionado por um acordo de poder compartilhado para aumentar a ajuda ao general Musharraf em sua luta contra o radicais islâmicos. Contudo, Bhutto afirma que o estado de emergência declarado pelo presidente há mais de uma semana torna o diálogo impossível.   Na última sexta, a ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto foi posta em prisão domiciliar de um dia. No sábado, a líder do Partido do Povo do Paquistão (PPP) se reuniu com os líderes de sua formação. Nesta segunda, ela afirmou que deve viajar a Islamabad na terça.   No domingo, Musharraf, que chegou ao poder por meio de um golpe de Estado em 1999, disse esperar que as eleições parlamentares sejam realizadas até o dia 9 de janeiro.   Durante sua primeira entrevista coletiva desde que impôs severas restrições no Paquistão, o presidente disse que tanto a Assembléia Nacional, como as das províncias, serão dissolvidas nas próximas semanas.   O líder paquistanês também sinalizou que pretende renunciar de seu posto de chefe das forças armadas, o que faria dele um presidente civil, mas também não precisou quando isto ocorrerá.   Segundo Musharraf, isto vai depender do tempo que a Suprema Corte vai levar para validar sua candidatura para as eleições ocorridas em 6 de outubro, das quais ele saiu vitorioso.

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