Bhutto é presa novamente antes de protesto no Paquistão

Líder da oposição deve ficar detida durante uma semana; mulher iria liderar manifestações contra o governo

Sophie Walker e Kamran Haider, da Reuters,

12 de novembro de 2007 | 18h52

A polícia do Paquistão prendeu a líder de oposição Benazir Bhutto por sete dias no começo da terça-feira (horário local), informaram policiais e seu partido, horas antes de ela liderar um grande protesto contra o estado de emergência decretado pelo presidente do país, Pervez Musharraf. "Nós mandamos o mandado (de detenção) lá para dentro e não tivemos ainda uma resposta", disse o chefe da polícia de Lahore, Aftab Cheema, à agência de notícias Reuters, na barreira que bloqueia o acesso à casa onde está Bhutto. Uma autoridade do partido de Bhutto confirmou que o mandado foi cumprido. A detenção surge horas antes de Bhutto liderar um protesto de 3 a 4 dias com carros de Lahore até Islamabad contra o estado de exceção que Musharraf impôs em 3 de novembro e contra as prisões de centenas de oponentes. Suspensão A Comunidade Britânica de Nações, que reúne 53 países que foram em sua maioria ex-colônias britânicas, ameaçou o Paquistão de suspensão nesta segunda-feira, a menos que Musharraf anule o estado de emergência e tome novas providências até 22 de novembro. "Se, depois de uma revisão sobre o progresso, o Paquistão falhar em implementar as medidas necessárias, a Comunidade Britânica irá suspender o Paquistão de seus conselhos", disse o secretário-geral do grupo, Don McKinnon, a jornalistas.  A comunidade quer a anulação das medidas do estado de emergência, assim como a restauração da Constituição e a saída de Musharraf como chefe das Forças Armadas. O grupo também pede a libertação de líderes da oposição e eleições livres.

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