Bhutto e Sharif discutem boicote em eleições no Paquistão

Oposição estuda não concorrer em pleito parlamentar contra estado de exceção decretado por Musharraf

Efe,

03 de dezembro de 2007 | 08h54

Os dois principais nomes da oposição paquistanesa, Benazir Bhutto e Nawaz Sharif, se reúnem nesta segunda-feira, 3, para discutir um possível boicote às próximas eleições legislativas do Paquistão, convocadas para 8 de janeiro.   Sharif, líder da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), assegurou que sua reunião com Bhutto será em favor dos interesses do Paquistão, segundo a emissora local Geo TV.   O partido de Sharif faz parte da aliança opositora APDM, que decidiu boicotar o pleito em protesto pelo estado de exceção em vigor há um mês, decreto o qual discorda também ex-primeira-ministra Benazir Bhutto.   Bhutto, que lidera o Partido Popular do Paquistão (PPP, principal força da oposição), assegura que um boicote beneficiará apenas as forças leais ao presidente, Pervez Musharraf, embora ela já tenha dito também que pode reconsiderar sua posição caso os partidos opositores optem por uma agenda em comum. "Dissemos que tomaremos parte das eleições sob protesto, mas a porta (para um boicote) está aberta", assegurou Bhutto neste domingo.   Já Sharif deu mostras de estar reconsiderando o boicote, já que não só Bhutto mas alguns de seus aliados na APDM advertiram que ele beneficiará apenas Musharraf.   Embora Musharraf tenha anunciado que colocará um fim ao estado de emergência no dia 16 de dezembro, a Comissão Eleitoral paquistanesa prevê que a analise das candidaturas para as eleições seja finalizada nesta segunda, e as campanhas eleitorais parlamentares já estão em andamento.   A Comissão deve decidir sobre a validade da candidatura do próprio Sharif, depois que a de seu irmão, Shehbaz, foi rejeitada neste domingo em função de alguns processos contra ele pendentes na Justiça.   O presidente Pervez Musharraf pediu no sábado às organizações da oposição que não boicotem as eleições, e que desempenhem seu papel "para fazer o processo democrático avançar".

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