Bhutto já chegou ao hospital com morte cerebral

Médico afirma que ela entrou em estado de morte cerebral no próprio local do atentado

Efe

28 de dezembro de 2007 | 03h04

A líder oposicionista Benazir Bhutto, assassinada nesta quinta-feira, chegou ao hospital geral de Rawalpindi já em estado de morte cerebral, declarou um dos médicos que a atenderam. Em declarações ao jornal paquistanês "The News", o médico afirmou que Bhutto tinha dois ferimentos de bala, um no pescoço e outro na cabeça, com fraturas. Ela entrou em estado de morte cerebral no próprio local do atentado. A equipe do hospital não pôde fazer nada para reanimar a política, devido à perda de sangue e à falta de oxigênio em seus órgãos vitais. O hospital de Rawalpindi, cidade vizinha a Islamabad, declarou oficialmente a morte às 18h16 (11h16 de Brasília), disse uma fonte do Partido Popular do Paquistão (PPP). Segundo a Polícia, Bhutto estava saindo do Parque Liaqat, em Rawalpindi, onde tinha pronunciado um discurso, quando foi baleada. Em seguida, o atacante detonou uma carga explosiva que levava consigo. As equipes de segurança encontraram a cabeça do suicida a cerca de 30 metros do local do atentado. Segundo o jornal, há possibilidade de uma cirurgia para reconstruir o rosto do assassino. A explosão foi ouvida a vários quilômetros de distância. Morreram outras 28 pessoas e cerca de 100 foram feridas, de acordo com o "News". Mas a versão oficial era de 21 mortos (incluindo Bhutto) e 43 feridos. A líder do PPP e ex-primeira-ministra, que se encontrava em plena campanha para as eleições de 8 de janeiro, estava há 71 dias no Paquistão. Ela tinha escapado ilesa de um primeiro atentado no dia de seu retorno do exílio. Nesta madrugada, um avião militar transportou os restos da dirigente até a cidade de Sukkur, no sul do Paquistão. De lá, o corpo vai até a sua localidade natal, Garhi Khuda Baksh, no distrito de Larkana, onde será enterrado, no mausoléu da família. O corpo de Benazir Bhutto vai ficar ao lado do de seu pai, Zulfikar Ali Bhutto, primeiro-ministro do país entre 1973 e 1977, que foi derrubado pelos militares e enforcado em 1979.

Tudo o que sabemos sobre:
Benazir Bhuttomorteatentado

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.