Bhutto pede cadeira no Parlamento do Paquistão

Ex-primeira-ministra apresenta recurso por cargo na Assembléia mesmo no 3º ano de mandato no exílio

Efe,

10 de outubro de 2007 | 10h23

A ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto apresentou nesta quarta-feira, 10, um recurso no Tribunal de Sindh (província no sul) para receber uma das 60 cadeiras da Assembléia Nacional reservadas às mulheres.   O recurso de Bhutto, apresentado por seu advogado Farouk Naek, lembra que as acusações por corrupção que pesavam sobre ela foram canceladas em virtude da "ordenança de reconciliação nacional" aprovada na semana passada, e por isso a ex-premiê está apta a ocupar cargos públicos.   O pedido afirma que Bhutto liderava as listas de candidatos do seu Partido Popular do Paquistão (PPP) nas eleições legislativas de 2002, nas quais a legenda se consolidou como segunda maior bancada. Portanto, a ex-primeira-ministra alega ter direito a um assento parlamentar, apesar de já estar cumprindo seu terceiro ano no exílio quando ocorreram essas eleições.   O advogado de Bhutto insistiu em que a corte de Sindh estude o recurso de forma urgente e declare o mais rápido possível a ex-chefe do Governo como parlamentar eleita.   O Tribunal formou um painel de sete juízes que analisará o pedido a partir de 29 de outubro, segundo fontes judiciais.   Bhutto foi perdoada após chegar a um acordo com o presidente atual, general Pervez Musharraf, às vésperas das eleições presidenciais realizadas no sábado, nas quais o atual governante obteve um novo mandato de cinco anos (ainda pendente da ratificação do Supremo).   Em virtude do acordo, o PPP se comprometeu a não boicotar a reeleição de Musharraf, e, em troca, Bhutto obteve o perdão presidencial.   Está previsto que o líder do PPP, o ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, retorne ao Paquistão do exílio em 18 de outubro, com a intenção de concorrer às eleições legislativas que serão realizadas dentro de três meses.

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