Bhutto será enterrada nesta sexta-feira no mausoléu da família

Em luto,partido da ex-primeira-ministra paquistanesa continua protestos

Efe

28 de dezembro de 2007 | 04h28

A ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, assassinada nesta quinta-feira após pronunciar um discurso, será enterrada nesta sexta-feira às 14h (07h de Brasília) no mausoléu da sua família, na sua cidade natal, no sul do país, disse um coordenador de imprensa do Partido Popular do Paquistão (PPP). Veja também:Conflitos após morte de Benazir deixam 14 mortos no PaquistãoSharif diz que vai boicotar eleições Bush diz que assassinato foi 'ato covarde'  Filha de dinastia, Benazir era figura polêmica Análise: Paquistão em mares desconhecidosImagens Cronologia: A trajetória de Benazir Vídeo e análise com Roberto Godoy Blog do Guterman: Guerra civil à vista   A líder oposicionista, de 54 anos, foi assassinada na quinta-feira à tarde, pouco depois de um discurso no Parque Liaqat, da cidade de Rawalpindi, próxima a Islamabad. Segundo a Polícia, Bhutto deixava o parque após o discurso quando foi baleada. Em seguida o atacante detonou a carga explosiva que levava consigo e causou a morte de outras 28 pessoas. O corpo de Bhutto foi levado nesta madrugada por um avião militar C-130 até a cidade de Sukkur. De lá partiu até a sua localidade natal, Garhi Khuda Baksh, no distrito de Larkana. Bhutto será enterrada no mausoléu da família, ao lado de seu pai, Zulfikar Ali Bhutto, primeiro-ministro do país entre 1973 e 1977, derrubado pelos militares e enforcado em 1979. Partido de Bhutto declara luto  O Partido Popular do Paquistão (PPP), que era liderado pela ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, declarou 40 dias de luto no país enquanto continuam os protestos de seus militantes, segundo um porta-voz da legenda. "Decretamos um prazo de 40 dias de luto para mostrar nossa dor pela morte de Benazir Bhutto. O partido não tomou ainda uma decisão sobre sua participação nas próximas eleições", disse Ghulam Abbas, secretário-geral do PPP na região de Punjab.  Abbas defendeu uma investigação transparente para esclarecer o atentado, cometido nesta quinta-feira após um discurso da líder oposicionista na cidade de Rawalpindi. Ao saber de seu assassinato, grupos de simpatizantes do PPP promoveram distúrbios em vários pontos do país. Morreram pelo menos mais 14 pessoas. Segundo o canal de TV paquistanês "Dawn", os distúrbios continuam durante esta sexta-feira em vários pontos do país, com bloqueios de estradas. Multidões incendiaram duas agências bancárias e uma prisão da cidade de Thatta, no sul do país, deixando escapar os presos.

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