Bibi antecipará disputa eleitoral israelense

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Bibi Netanyahu, afirmou ontem que antecipará as eleições parlamentares de seu país - que, segundo o chefe de governo, deverão ocorrer "o mais rápido possível". A disputa estava prevista para outubro de 2013, mas, conforme analistas políticos, deverá ser organizada em janeiro ou fevereiro.

TEL-AVIV, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2012 | 03h12

A antecipação indicaria que uma ação militar israelense contra o Irã não estaria nos planos do premiê nos próximos meses. Nas Nações Unidas, Bibi afirmou que um ataque contra os iranianos poderia esperar até junho, quando a república islâmica estaria próxima de obter a bomba atômica.

"Não acho que ele (Netanyahu) considere a opção militar imediatamente", afirmou à Bloomberg Mark Heller, do Instituto para Estudos de Segurança Nacional da Universidade de Tel-Aviv. Para o especialista, porém, "organizar eleições não evitaria isso (um ataque contra Teerã)."

O Irã registrou uma queda de mais de 40% em sua moeda, o rial, em relação ao dólar, atribuída às sanções que o Ocidente tem aplicado contra o país por considerar que seu programa nuclear pode ter fins militares - o que Teerã nega. Mas no próximo ano a inflação na república islâmica deve voltar a crescer e sua inflação, baixar, segundo o FMI.

Netanyahu afirmou que problemas entre seus parceiros de coalizão para aprovar um corte no orçamento o motivaram a antecipar as eleições. Pesquisas indicam que seu partido, o conservador Likud, obteria novamente a maioria do assentos no Parlamento, garantindo a manutenção de Bibi - premiê de Israel desde 2009 - no cargo.

"Neste momento, diante da agitação de nosso entorno, de segurança e econômica, é minha obrigação como primeiro-ministro pôr o interesse nacional acima de tudo. Portanto, decidi, para o benefício de Israel, organizar eleições o mais rápido possível. O povo de Israel prefere uma campanha eleitoral curta, de três meses, em vez de um período longo de campanha, de um ano", disse Bibi, que preside uma coalizão que conta com 66 representantes no Parlamento israelense, de 120 assentos. / REUTERS

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