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Bibi elogia decisão de corte dos EUA, mas entidades palestinas falam em recorrer

Tribunal de Nova York condenou AP e OLP a pagar US$ 655,5 milhões a vítimas americanas de atentados em Israel

O Estado de S. Paulo

24 de fevereiro de 2015 | 12h17

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse nesta terça-feira, 24, estar satisfeito com o veredicto de um tribunal federal dos EUA que responsabilizou a Autoridade Palestina Palestina (AP) e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) por uma série de ataques em Israel entre 2002 e 2004.

O tribunal de Nova York ordenou na segunda o pagamento de uma indenização de US$ 655,5 milhões para um grupo de vítimas americanas que tinha processado as duas entidades palestinas, pondo fim assim a uma batalha legal que se prolongou durante cerca de uma década.

O caso foi iniciado por mais de 40 vítimas americanas de seis ataques cometidos em Jerusalém, nos quais morreram 33 pessoas e mais de 450 ficaram feridas.

"Ao invés de tirar as conclusões pertinentes, a AP está dando passos que põem em perigo a estabilidade regional, como é o caso de apelar ao Tribunal Penal Internacional quando ao mesmo tempo é aliado (no governo) do movimento terrorista Hamas", acrescentou Netanyahu.


Recurso. A OLP classificou nesta terça-feira, 24, como "completamente inaceitável" a decisão e anunciou que entrará com um recurso. "Pretendemos recorrer sobre o veredicto e temos certeza que o sistema judiciário americano decidirá a nosso favor", disse a integrante do comitê executivo da OLP Hanan Ashrawi.

Ashrawi alertou que, ainda que alguns americanos queiram "usar e abusar" do sistema judiciário, "isso não muda os fatos, o contexto e as circunstâncias do caso". "Fossem membros dos serviços de segurança ou cidadãos, não foram dadas instruções para realizar essas ações."

"Vamos insistir na nossa reivindicação de justiça nas cortes internacionais e combateremos esses casos. Tenho certeza que conseguiremos. Ao contrário do que Netanyahu pode pensar, isso aumenta nossa determinação de conseguir justiça no sistema internacional", comunicou.

Perguntada sobre o estado das finanças da OLP e da ANP caso o recurso não resulte a seu favor, Ashrawi garantiu que "não podem pagar". "Em primeiro lugar, não temos fundos. Além disso, achamos que temos um bom caso, que ganharemos a apelação e que se pudermos apresentar todas as evidências ao tribunal e discutir a jurisdição destes casos, ganharemos." /EFE

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