Bibi oferece ministério em troca de apoio

Partido do premiê de Israel tem perdido votos para a eleição parlamentar que será realizada amanhã

O Estado de S.Paulo

16 Março 2015 | 02h03

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, que vem perdendo terreno nas pesquisas eleitorais às vésperas das eleições parlamentares em seu país, ofereceu ontem publicamente o Ministério das Finanças para Moshe Kahlon, líder do Kulanu, partido recém-criado que pode ser decisivo para o resultado da votação.

Diante de uma possível derrota nas eleições de amanhã, Netanyahu lançou uma ação midiática para tentar conter uma crescente maré de apoio a seu principal oponente, o partido de centro-esquerda União Sionista.

Kahlon rejeitou o convite do premiê, qualificando-o como uma mera manobra pré-eleitoral. Antigo membro do Likud, partido de Netanyahu, Kahlon fundou o partido centrista Kulanu no ano passado.

Nenhum partido jamais conseguiu a maioria absoluta dos 120 assentos da Knesset. A legenda que tenha a melhor chance de formar uma coalizão que obtenha a maioria no Parlamento pode nomear o primeiro-ministro.

A última pesquisa de opinião deu à União Sionista entre 24 e 36 assentos; ao Likud, entre 20 e 22; e ao Kulanu, de Kahlon, até 10 assentos.

Mesmo que o Likud tenha menos parlamentares, Netanyahu conta com um grande bloco à direita para compor sua coalizão e obter um quarto mandato. Nesse contexto, os 10 assentos do partido de Kahlon poderiam inclinar a balança eleitoral.

Kahlon foi ministro das Comunicações entre 2009 e 2013 e é elogiado pelos israelenses por ter promovido uma competição no mercado de celulares que levou a uma importante queda nos preços dos serviços de telefonia no país. Ele rompeu com o Likud depois de protestos de cunho social ocorridos em 2011 e optou por não participar das eleições de 2013. Após fundar o Kulanu , manifestou vontade de ocupar o Ministério das Finanças.

"Se eu for escolhido para formar o governo, ele (Kahlon) será parte da coalizão. Independentemente do número de assentos (que o partido de Kahlon obtenha), ele terá a pasta das Finanças", prometeu Netanyahu em declarações à rádio militar de Israel. Apesar de ser aliado natural de Netanyahu, Kahlon está sendo cortejado pelos dois lados e não descartou a possibilidade de se aliar a Isaac Herzog, da União Sionista. / REUTERS

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