BID retoma empréstimo a Honduras 8 meses após golpe

O governo de Honduras informou hoje que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) decidiu retomar suas operações com o país centro-americano. Horas depois, o BID confirmou a decisão, em comunicado divulgado em Washington, nos Estados Unidos. Honduras ficou oito meses suspenso do BID por causa do golpe de Estado contra o ex-presidente Manuel Zelaya.

AE-AP, Agencia Estado

17 de março de 2010 | 13h44

O comunicado afirma que "durante uma reunião nesta manhã, a junta diretiva do Banco Interamericano de Desenvolvimento decidiu retomar suas operações de empréstimos em Honduras". O banco informa que uma missão da entidade viajará ao país da América Central em breve, "para revisar os programas do banco, e logo anunciará uma lista de planos para Honduras que deverão ser aprovados em 2010".

O presidente da instituição financeira, Luis Alberto Moreno, falou por telefone com o presidente Porfirio Lobo, segundo a vice-presidente hondurenha, María Antonieta Guillén. "Honduras foi assim incorporado ao BID e poderá dispor quase de imediato de pelo menos US$ 500 milhões, que usaremos em programas do tipo social que beneficiarão os hondurenhos mais pobres", afirmou María Antonieta.

O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) também chegaram a suspender seus contatos com o governo do presidente de facto, Roberto Micheletti, mas já retomaram a relação com Honduras. No entanto, o país segue suspenso na Organização dos Estados Americanos (OEA). Lobo venceu eleições em novembro, para uma gestão de quatro anos.

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