AFP
AFP

Biden aceitará indicação na primeira convenção democrata virtual

Trump também cogita desistir de evento presencial; nomeações marcam o início oficial da corrida eleitoral

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2020 | 19h18

WASHINGTON - A pandemia de covid-19 atingiu novamente nesta quarta-feira, 5, a campanha presidencial dos Estados Unidos: Joe Biden desistiu de aceitar pessoalmente sua indicação na convenção nacional democrata em Milwaukee, Wisconsin, “a fim de proteger a saúde pública”, enquanto Donald Trump estuda endossar as cores republicanas da própria Casa Branca.

Os organizadores da convenção do Partido Democrata disseram que tomaram a decisão de de descartar a presença de Biden “após consultas com autoridades e especialistas em saúde pública, que destacaram o agravamento da pandemia de coronavírus”. O evento ocorre, sem o candidato, entre os dias 17 e 20.

Biden fará seu discurso para formalizar a candidatura em Delaware, onde mora, disseram os organizadores. Essa decisão, a primeira da história, tornará a convenção dos democratas totalmente virtual.

Trump disse nesta quarta que está considerando fazer seu discurso de aceitação da indicação republicana para a eleição presidencial na Casa Branca, sem participar do evento partidário.

“Estamos pensando em fazer isso na Casa Branca, porque não envolve deslocamentos. É fácil. E acho que é um ambiente bonito”, disse o presidente em entrevista à Fox News. É “de longe o menos custoso para o país”, acrescentou, depois de apontar as vantagens “do ponto de vista da segurança”.

O discurso que Trump faria aceitando a indicação republicana deveria ocorrer em um amplo evento em Charlotte, Carolina do Norte, entre os dias 24 e 27. No entanto, o plano teve de ser engavetado – houve discussões para que a convenção fosse transferida para Jackson, na Flórida, mas a ideia também foi abandonada.

As convenções costumam marcar o início oficial da campanha eleitoral, quando milhares de pessoas assistem aos discursos dos candidatos e de seus apoiadores, transmitidos ao vivo pelos principais canais.

O novo coronavírus, que matou quase 157 mil pessoas nos EUA, afetou muito a campanha eleitoral, já impossibilitando qualquer comício.

Apesar da campanha silenciosa, realizada principalmente de sua casa em Wilmington, Biden, de 77 anos, está à frente de Trump, de 74 anos, nas pesquisas. /AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.