Biden: ações da Rússia provocarão novas sanções

Denunciando as ações da Rússia na Crimeia como nada mais do que uma "apropriação de terras", o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, advertiu nesta terça-feira que os EUA e a Europa vão impor novas sanções a Moscou por se mobilizar para anexação do território ucraniano.

AE, Agência Estado

18 de março de 2014 | 11h05

Em meio a reuniões com líderes europeus ansiosos na vizinha Polônia, Biden disse que o mundo está atento às ações russas na Crimeia. De acordo com Biden, virtualmente o mundo inteiro rejeita o referendo na Crimeia, que liberou o caminho para a Rússia anexar a península. "O mundo enxerga as intenções por trás das ações da Rússia e rejeitou a lógica falha", salientou.

O vice-presidente, que chegou na manhã desta terça-feira em Varsóvia, capital polonesa, afirmou que os EUA se juntam à Polônia e à comunidade internacional na condenação da agressão contínua à soberania da Ucrânia, qualificando-a como uma flagrante violação do direito internacional. Biden falou depois de seu reunir com o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk. Os comentários ocorreram logo após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ter assinado um tratado para anexar a Crimeia ao território russo.

A mobilização da Rússia aumenta a pressão sobre Biden para convencer os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de que os EUA não vão ficar de braços cruzados. Em reuniões nesta terça-feira na capital polonesa e, posteriormente, na capital da Lituânia, Vilnius, Biden discutirá a crise com os líderes da Estônia, Lituânia e Letônia - três nações bálticas que estão profundamente preocupadas com o que a intervenção militar russa na Crimeia pode significar para a região. Todos os quatro países fazem fronteira com a Rússia, e a Polônia também faz fronteira com a Ucrânia. Fonte: Associated Press.

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