Toru Hanai/Reuters
Toru Hanai/Reuters

Biden acusa China de ampliar tensão na Ásia e oferece garantias ao Japão

No 1º dia de seu giro por países asiáticos, vice-presidente dos EUA diz estar ‘profundamente preocupado’ com decisão chinesa de impor zona de defesa sobre ilhas em litígio

O Estado de S. Paulo,

03 de dezembro de 2013 | 22h43

TÓQUIO - Em visita a Tóquio, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, acusou na terça-feira, 3, a China de ampliar a tensão e o risco de um confronto na Ásia ao declarar unilateralmente o controle sobre o espaço aéreo de ilhas cuja soberania disputa com o Japão. Biden buscou ainda dar garantias aos japoneses de que Washington apoiará seu histórico aliado no Pacífico diante das pressões da China.

O vice-presidente americano está fazendo um giro pela região e deve entregar a mensagem diretamente às autoridades chinesas ao desembarcar em Pequim, hoje. Ao lado do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, Biden afirmou que está “profundamente preocupado” com a decisão chinesa de declarar uma zona de defesa aérea sobre o arquipélago em litígio no Mar do Leste da China. Ele disse ainda que tratará o assunto “com muito cuidado” e “de forma muito direta” em Pequim, onde será recebido pelo presidente Xi Jinping.

“Essa ação elevou as tensões regionais e ampliou o risco de acidentes e erros de cálculo”, afirmou Biden. A decisão chinesa de tentar mudar o status do território marítimo disputado, além do Japão, também por Coreia do Sul e Taiwan ofuscou o propósito original da visita do vice-presidente à região.

Biden buscava reforçar os laços dos EUA com aliados asiáticos, incluindo com a discussão de uma área de livre comércio em todo Pacífico. O vice de Barack Obama, no entanto, achou tempo para tomar café com congressistas japoneses e visitar uma empresa de tecnologia.

No encontro com Abe, Biden reforçou o “firme compromisso americano com a aliança (entre Washington e Tóquio)”. Discretamente, ele também pressionou os japoneses a evitarem comemorar os feitos durante a ocupação da China e da Coreia, na 2.ª Guerra (mais informações nesta página).

EUA, Japão e Coreia do Sul se recusam a reconhecer a nova zona de defesa aérea anunciada pela China. Aos olhos dos aliados, a mudança vai muito além das pequenas ilhas rochosas usadas por pescadores e faz parte de um esforço dos chineses para redefinir o equilíbrio de poder na Ásia.

OUTROS PLANOS

Na segunda-feira, o embaixador chinês nas Filipinas afirmou que seu país tinha o direito soberano de estabelecer uma zona de defesa similar no Mar do Sul da China. A região é disputada entre chineses e filipinos. / AP e REUTERS

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