Alex Wong/Getty Images/AFP
Alex Wong/Getty Images/AFP

Biden critica influência de Cuba na Venezuela

Para democrata, política adotada por Trump deu mais força ao presidente Nicolás Maduro

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2020 | 16h29
Atualizado 02 de setembro de 2020 | 20h52

WASHINGTON - O candidato presidencial democrata, Joe Biden, afirmou, em entrevista a uma afiliada da rede NBC, que Cuba, China e Rússia contribuíram para o impasse político na Venezuela e a política externa de Donald Trump foi um “fracasso abjeto” que fortaleceu o presidente Nicolás Maduro.

“Cuba, juntamente com a Rússia e a China, contribuíram para o impasse político na Venezuela”, disse Biden à Antena do Sul da Flórida, em um trecho de entrevista divulgado nesta quarta-feira, 2. A íntegra da conversa será transmitida no domingo.

“As pessoas (na Venezuela) estão em uma situação pior, passando por uma das piores crises humanas do mundo e o país não está mais perto de realizar eleições livres”, disse o ex-vice-presidente do governo de Barack Obama, que liderou uma aproximação inédita com Cuba. Trump tem revertido essa retomada das relações.

A Flórida é um Estado fundamental para conquistar a Casa Branca e concentra um grande número de cubanos e de venezuelanos. De acordo a média de pesquisas compiladas pelo site Real Clear Politics, Biden tem 49% das intenções de voto no Estado – Trump tem 45,3%. Em todo o país, o democrata está na frente (49,7% a 42,2%). 

Trump defende uma estratégia de máxima pressão contra a Venezuela, com sanções progressivas para obrigar Maduro a deixar o poder. O governo do republicano foi o primeiro a reconhecer o líder do Parlamento venezuelano, Juan Guaidó, como presidente interino, no início de 2019. Mas, desde então, Maduro se fortaleceu. 

Racismo

Biden e sua mulher, Jill, viajarão nesta quinta-feira, 3, para Kenosha, no Estado de Wisconsin, após os distúrbios das últimas semanas. Ele chegará dois dias depois de Trump visitar a cidade. Os protestos foram uma resposta a mais um episódio de violência policial, em que Jacob Blake, um negro, ficou gravemente ferido após ser baleado pelas costas em abordagem feita por um policial branco – ele permanece em estado grave. A campanha do candidato democrata informou que Biden se encontrará com a família de Blake, além de fazer uma “reunião comunitária” para “unir os americanos” e enfrentar os desafios do país. 

Nesta terça-feira, Trump esteve na cidade e visitou escombros de imóveis destruídos durante os tumultos da semana passada. Na sua visita, ele reafirmou seu apoio às forças de segurança e acusou os manifestantes de envolvimento em “terrorismo doméstico”. “Não estaríamos aqui sem nossas forças da ordem pública”, disse.

Durante os distúrbios em Kenosha, duas pessoas morreram e outra ficou ferida após Kyle Rittenhouse, um adolescente de 17 anos, atirar contra elas com um fuzil AR-15. O jovem foi preso e acusado de homicídio. Desde então, Trump vem tentando justificar os assassinatos como “legítima defesa”. 

Esta será a primeira visita de Biden como candidato a Wisconsin, um Estado crucial nas eleições. Em 2016, Trump derrotou a democrata Hillary Clinton por uma margem apertada, de 0,77 ponto porcentual. / AFP, EFE, REUTERS e AP 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.