Biden alerta Paquistão sobre crescimento do extremismo

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, alertou os paquistaneses hoje sobre os perigos de o país fracassar em conter o crescente extremismo islâmico, em um discurso em que ele também afirmou que os paquistaneses possuem ideias erradas e distorcidas sobre os EUA e seus motivos.

AE, Agência Estado

12 de janeiro de 2011 | 17h19

Horas após Biden discursar, um carro-bomba dirigido por um suicida devastou uma delegacia de polícia e uma mesquita, no noroeste paquistanês, matando 18 pessoas.

O escritório de Biden informou que o vice-presidente americano telefonou para Amna, viúva do governador assassinado da província do Punjab, Taseer, e manifestou pêsames a ela pela morte do marido, assassinado por um fanático muçulmano. Biden tentou desmistificar teorias que circulam no Paquistão, todas antiamericanas, como por exemplo de que os EUA impuseram ao Paquistão a guerra ao terror, de que favorecem a Índia, arquirrival de Islamabad, e de que desejam provocar a secessão de províncias paquistanesas. Além disso, afirmou que os EUA não são inimigos do Islã.

"Nós não somos inimigos do Islã e nós acolhemos aqueles que praticam essa grande religião no nosso país", disse. As informações são da Associated Press.

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