Doug Mills/The New York Times
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Biden anuncia intenção de comprar mais 200 milhões de doses das vacinas contra coronavírus

Segundo o presidente americano, suprimento adicional será suficiente para vacinar 300 milhões de americanos até o fim do verão e início do outono (hemisfério norte)

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2021 | 20h24
Atualizado 29 de janeiro de 2021 | 22h21

WASHINGTON - O presidente americano, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira, 26, que seu governo está comprando mais 200 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus e espera ter acesso a elas até junho como parte de um pacote de medidas destinadas a acelerar e aumentar o fornecimento de imunizantes nos Estados Unidos

Biden acrescentou que o suprimento adicional será suficiente para vacinar 300 milhões de americanos – quase a população total dos EUA – até o final de agosto. 

Ele descreveu as medidas para combater a covid-19 como um “esforço em tempo de guerra”. “Agora temos uma estratégia nacional para derrotar a covid-19. É abrangente. É com base na ciência, não na política. É com base na verdade, não na negação, e é detalhada”, disse.

Segundo o presidente, o governo planeja comprar mais 100 milhões de doses da Pfizer/BioNTech e mais 100 milhões da vacina da Moderna. Isso significa um aumento de 50% no pedido para cada laboratório, elevando o fornecimento planejado de 400 milhões para 600 milhões, disse Biden. 

De acordo com a TV americana CNN, a Pfizer e a Moderna estão trabalhando para aumentar a produção. O presidente prometeu vacinar 100 milhões de pessoas em seus primeiros 100 dias de mandato e uma fonte de seu governo afirmou à agência France Presse que o fornecimento semanal aos Estados e territórios está aumentando e passará de 8,6 milhões de doses por semana para 10 milhões.

Fontes do governo dizem que o entorno do presidente está apostando que, em breve, quem quiser se vacinar poderá ser imunizado, mas no momento isso ainda não é possível. 

Estima-se que 260 milhões de pessoas nos Estados Unidos são atualmente consideradas elegíveis para receber uma vacina contra o coronavírus, embora a Pfizer e a Moderna tenham iniciado testes com crianças de apenas 12 anos, cujos resultados podem expandir o número de pacientes.

O fornecimento adicional aumentaria muito as chances de o presidente Biden devolver à nação alguma aparência de normalidade no final do verão, no Hemisfério Norte. O democrata disse na segunda-feira que espera que o público em geral tenha acesso às vacinas neste semestre – já que tem o objetivo de elevar a meta de seu governo de 1 milhão de aplicações por dia para 1,5 milhão – embora assessores tenham dito nesta terça-feira que, por enquanto, isso era apenas uma aspiração.

A Pfizer e a Moderna não responderam aos pedidos de comentários sobre as negociações com o governo para a compra de doses adicionais.

Cada empresa já se comprometeu a entregar 200 milhões de doses ao governo federal até o final de junho. As da Pfizer foram vendidas a US$ 19,50 (R$ 104) a dose e as da Moderna, por US$15 (R$ 80).

A produção do imunizante tem crescido no país. Como resultado, as alocações federais aos Estados e outras jurisdições aumentarão em cerca de 16% na próxima semana, reduzindo a escassez que se intensificou em todo o país sem aliviar imediatamente os problemas de abastecimento. A vacina é distribuída com base na população em 64 jurisdições, incluindo 50 Estados, 8 territórios e 6 cidades principais.

Jeff Zients, coordenador da resposta ao coronavírus da Casa Branca, informou nesta terça-feira aos governadores sobre o aumento, de acordo com pessoas familiarizadas com seus comentários que falaram sob a condição de anonimato.

Pelo fato de as vacinas da Pfizer e Moderna terem mostrado alta eficácia – cerca de 95 por cento – alguns especialistas em vacinas do governo argumentaram que a administração deveria adquirir rapidamente o máximo possível dessas vacinas.

O governador Andrew Cuomo, presidente da Associação Nacional dos Governadores, disse que Nova York, que ele administra e onde mais de 42 mil pessoas morreram da doença, saudou o acordo. “Você realmente não pode planejar e programar quando não sabe o que vai receber na próxima semana”, disse. /W.POST, NYT e AFP

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