Tom Brenner/REUTERS - 12/10/2020
Tom Brenner/REUTERS - 12/10/2020

Biden aposta em territórios republicanos na reta final de campanha

Candidato democrata intensifica agenda após um período com poucas atividades; Trump tenta defender Estados que votaram nele em 2016

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2020 | 15h57

WASHINGTON - Joe Biden está na Geórgia nesta terça-feira, 26,  e viajará para Iowa neste final de semana anunciou ele na segunda-feira, num sinal que sugere que sua campanha está expandindo significativamente o mapa eleitoral faltando apenas oito dias para a corrida presidencial. Trump venceu os dois Estados em 2016, mas os democratas podem vencer. É um movimento visto como agressivo.

Além de Iowa, o democrata declarou que venceria Michigan, Wisconsin e Minnesota, três Estados de disputa acirrada que podem ser sua chave para a vitória. Analistas apontam que  a fala do candidato pode levantar questões sobre se sua campanha está excessivamente confiante em suas perspectivas eleitorais em campos de batalha cruciais.

“Essa parede azul tem que ser restabelecida”, acrescentou ele, referindo-se aos estados do norte do campo de batalha, que são tradicionalmente democratas.

O apelo de Biden para ressuscitar a "parede azul", que Donald Trump derrubou em 2016, e o anúncio de um último empurrão intenso sugerem que a campanha de Biden sente que está em uma posição forte rumo à reta final.

Isso também ocorre porque alguns democratas expressaram preocupação em particular sobre a agenda relativamente leve de Biden durante a pandemia do coronavírus, mesmo enquanto ele lidera as pesquisas. Ele viajou para a Pensilvânia no sábado, mas a única aparição pessoal no domingo foi uma ida à igreja perto de sua casa em Delaware. (Ele também fez uma breve aparição durante um show virtual realizado por sua campanha.)

"Não estou confiante demais sobre nada. Eu só quero ter certeza de que podemos ganhar todos os votos possíveis”, disse Biden.  Ele também disse achar que tinha uma “chance de lutar” em Ohio, Carolina do Norte, Geórgia e Iowa, Estados que antes eram considerados um alvo para os democratas, mas que pesquisas recentes indicam que agora estão em disputa.

Momentos depois de Biden revelar seus planos, sua campanha forneceu mais detalhes sobre a programação de viagens, indicando que ele viajaria para Iowa e Wisconsin na sexta-feira. 

Não é incomum que as campanhas façam incursões tardias em Estados de risco, às vezes para forçar seus oponentes a gastar mais recursos lá e às vezes para ajudar a eleger candidatos ao Senado ou à Câmara. 

Mas as pesquisas sugerem que Biden é competitivo tanto na Geórgia quanto em Iowa, onde a candidata democrata ao Senado, Theresa Greenfield, também está em uma disputa acirrada. 

Uma média das pesquisas atuais mostra Biden com uma estreita margem de três pontos percentuais sobre Trump em Iowa, de acordo com a calculadora do The Upshot, e praticamente empatado com o presidente na Geórgia.

A agenda de Biden na última semana da campanha pode levantar questões sobre se sua campanha está excessivamente confiante em suas perspectivas eleitorais em campos de batalha cruciais como Michigan e Pensilvânia, dois estados que Trump venceu por pouco em 2016. 

A decisão de Biden de viajar para Wisconsin, outro estado decisivo do meio-oeste que Trump carregou em 2016, também sugere que sua campanha talvez seja mais cautelosa com suas chances lá.

O democrata também está indo para Wisconsin, enquanto tenta acertar os Três Grandes Estados do Meio-Oeste - os outros dois são Pensilvânia e Michigan - isso fez Trump superar a barreira eleitoral de 270 votos há quatro anos.

Trump na defensiva

Trump está gastando muito tempo na defesa esta semana, indo para Estados que ganhou em 2016 e onde está lutando hoje: Arizona e, o trio Michigan, Wisconsin e Pensilvânia. Presumindo que Trump possa manter o resto de seu mapa de 2016, ele precisa manter apenas um dos três principais Estados do Meio-Oeste para ganhar a reeleição.

Curiosamente, Trump também está indo para Nevada, um Estado que Clinton venceu em 2016. Nevada não foi amplamente pesquisado, e as pesquisas que foram feitas mostram uma disputa acirrada lá. Alguma clareza sobre a situação em Nevada pode vir na terça-feira com a última pesquisa do New York Times / Siena College. /New York Times 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.