Saul Loeb/AFP
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Biden arrecada mais de US$ 300 milhões em agosto

Campanha democrata bate recorde de arrecadação em um único mês, de acordo com o ‘New York Times’

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2020 | 23h00

WASHINGTON - A campanha de Joe Biden vai relatar um recorde em agosto, com mais de US$ 300 milhões arrecadados, segundo duas pessoas familiarizadas com as finanças do Partido Democrata citadas pelo New York Times. A quantia quebra o recorde mensal anterior de US$ 193 milhões de Barack Obama, em setembro de 2008. 

O aumento da arrecadação foi impulsionado por pequenos doadores online, especialmente após a escolha da senadora Kamala Harris como sua vice. O ímpeto financeiro por trás dos democratas foi dado pelo ActBlue, site que processa doações para o partido, que relatou o segundo maior dia de arrecadação de fundos de sua história: na segunda-feira, a campanha recebeu mais de US$ 35 milhões. 

Faltando pouco mais de dois meses para a eleição, democratas e republicanos estão aumentando os gastos com anúncios digitais e de TV. Os números registrados por Biden, segundo a campanha democrata, garantem que ele terá os fundos suficientes para defender os Estados que Hillary Clinton conquistou, em 2016, e tentar fazer incursões em territórios cativos de Donald Trump. 

Se ficar mesmo acima de US$ 300 milhões, Biden superaria a soma da arrecadação de Hillary (US$ 143 milhões) e de Trump (US$ 90 milhões) no mesmo período em 2016.

Em julho, Trump arrecadou US$ 165 milhões, mais que os US$ 140 milhões de Biden. O presidente entrou em agosto com mais de US$ 300 milhões disponíveis para gastar – o democrata tinha US$ 294 milhões, de acordo com as duas campanhas.

A staff de Trump ainda não anunciou seu total de agosto, mas disse que arrecadou US$ 76 milhões nos quatro dias de convenção, na semana passada, um pouco mais do que os US$ 70 milhões que a campanha de Biden garante ter arrecadado durante sua convenção, na semana anterior. / NYT

 

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