EFE/ Erik S. Lesser
EFE/ Erik S. Lesser

Biden assume liderança na Geórgia; se perder no Estado, Trump não se reelege no colégio eleitoral

Candidato democrata cresce na reta final da campanha em Estados que vinham sendo liderados por Trump; se perder no Estado, Trump não tem mais chances de conquistar maioria no colégio eleitoral

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2020 | 06h52
Atualizado 06 de novembro de 2020 | 09h53

O candidato democrata Joe Biden virou o jogo na Geórgia em meio à acirrada disputa pela presidência dos EUA e agora lidera no Estado, com 1.096 votos a mais, e 99% dos votos apurados até agora. 

Biden está mais perto de conquistar a Casa Branca, mas o resultado ainda pode se reverter porque faltam cerca de 10 mil votos sendo contados na apuração da Geórgia.

Trump não pode perder na Geórgia, caso contrário não conseguiria alcançar 270 delegados no colégio eleitoral nem se vencer nos outros cinco Estados onde a apuração prossegue: Arizona, Nevada, Pensilvânia, Carolina do Norte e Alasca. 

Quem vencer na Geórgia leva 16 votos do colégio eleitoral. Somados aos 253 delegados que Biden já tem, se vencer ali, o democrata ficará com 269, a um voto do total de 270 necessários para ganhar a eleição. Trump, com 214, ainda precisaria de 40 votos. Mas, somados, os outros cinco Estados restantes representariam 55 votos no colégio eleitoral - um empate.

No improvável caso de acontecer um empate, a decisão sobre quem seria o presidente seria tomada pela nova legislatura da Câmara dos Deputados dos EUA, com cada delegação estadual tendo direito a um voto. Os democratas têm maioria na Casa dos Representantes.

O último empate no colégio eleitoral americano aconteceu em 1800, quando Thomas Jefferson e John Adams receberam 73 votos cada um no colégio eleitoral. Em fevereiro de 1801, a Câmara dos Representantes desempatou, e elegeu Thomas Jefferson como presidente dos Estados Unidos. 

Dos seis estados que ainda não concluíram suas apurações, as atenções se voltam nesta sexta-feira para Geórgia, Pensilvânia e Nevada. 

Além da Geórgia, onde a vantagem de Trump vem diminuindo nos últimos dois dias, e onde o candidato democrata assumiu a liderança na manhã desta sexta-feira, 6, ainda faltam cerca de 10 mil votos a serem contados no Estado, a maioria de centros urbanos perto de Atlanta, que tendem a votar nos democratas.

A vantagem de Donald Trump caiu também na Pensilvânia, para 18.049 votos, na manhã desta sexta-feira, 6.

A diferença no momento é de 0,27 ponto percentual (49,56% a 49,29%). Com 97% da apuração projetada na Pensilvânia, o atual presidente tem 3.285.957 votos, contra 3.267.908 de Joe Biden.

Há três horas, a vantagem do republicano era de 22.398 votos. Há dois dias, a vantagem de Trump na Pensilvânia era de 700 mil votos.

No Arizona, Estado onde vários veículos projetavam vitória de Biden, cerca de 300 mil votos ainda precisam ser apurados, segundo a CNN. Biden tem uma vantagem de 47.052 votos.

Com 90% das urnas apuradas, Joe Biden tem 1.532.062 votos (50.1%), e Trump tem 1.485.010 (48.5). A vantagem de Biden é de 1,6 ponto porcentual.

A Carolina do Norte ainda pode, por lei, continuar contando votos que cheguem até o dia 12 – desde que eles tenham sido enviados até o dia 3. 

O último estado a divulgar seus resultados, deve ser o Alasca, já que os votos por correio e os antecipados que foram depositados após o dia 29 de outubro só começarão a ser contados na próxima semana.

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