Stan Gilliland/EFE
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Biden confirma general Lloyd Austin como o primeiro negro a comandar o Pentágono

Militar superou Michele Flournoy, subsecretária de Defesa do governo Obama, que antes havia sido considerada uma das principais candidatas para o cargo, mas ele deve enfrentar resistência no Senado

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2020 | 19h02

WASHINGTON - O presidente americano eleito, Joe Biden, nomeou oficialmente o general reformado Lloyd Austin como seu futuro secretário de Defesa. Se confirmado pelo Senado, ele será o primeiro negro a comandar o Pentágono. Biden fez o anúncio na tarde de terça-feira, depois que as primeiras notícias surgiram na noite de segunda-feira

“O general Austin compartilha minha profunda convicção de que nossa nação é mais forte quando lideramos não apenas pelo exemplo de nosso poder, mas pelo poder de nosso exemplo”, disse Biden em um comunicado.

“Ao longo de sua vida de serviço dedicado - e nas muitas horas que passamos juntos na Sala de Situação da Casa Branca e com nossas tropas no exterior - o general Austin demonstrou liderança, caráter e comando exemplares”, acrescentou Biden.

Austin se aposentou do Exército em 2016, depois de servir como chefe do Comando Central dos EUA desde 2013. Sua carreira militar também inclui o tempo como comandante-geral dos EUA no Iraque e como vice-chefe do Estado-Maior do Exército.

Austin foi inicialmente visto como um candidato improvável para secretário de Defesa, mas emergiu como o principal candidato à medida que Biden enfrentava pressão para selecionar um candidato negro. Biden e Austin desenvolveram um relacionamento durante a administração Obama. O então vice-presidente chegou a comparecer à cerimônia de mudança de comando de Austin no Iraque em 2010.

“Ele é excepcionalmente qualificado para enfrentar os desafios e crises do momento atual, e espero trabalhar mais uma vez em estreita colaboração com ele como um parceiro de confiança para liderar nossos militares com dignidade e determinação, revitalizar nossas alianças em face de ameaças globais e garantir a segurança do povo americano ”, disse Biden.

Austin superou Michele Flournoy, subsecretária de Defesa do governo Obama, que antes havia sido considerada uma das principais candidatas para o cargo. Flournoy parabenizou Austin na terça-feira, chamando-o de "um homem de profunda integridade que passou a vida inteira a serviço de nosso país".

“General Austin é um colega e amigo, e sei que ele usará suas habilidades impressionantes para liderar todos aqueles que se voluntariam para defender nosso país, militares e civis, neste momento crítico da história de nossa nação ”, disse ela em um comunicado. “Estou ansiosa para ajudar a ele e ao presidente eleito a terem sucesso de todas as maneiras que eu puder.”

Mas, de acordo com o site The Hill, Austin já está enfrentando resistência no Capitólio. A lei exige que os secretários de Defesa fiquem fora do serviço militar por pelo menos sete anos, o que significa que o Congresso precisa aprovar uma isenção para permitir que Austin assuma o cargo.

Os legisladores aprovaram uma isenção em 2017 para James Mattis assumir como secretário de Defesa de Donald Trump, mas avisaram na época que não gostariam de fazê-lo novamente./COM AFP 

 

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