Brendan Smialowski / AFP - 08/10/2020
Brendan Smialowski / AFP - 08/10/2020

Biden confirma vitória no Arizona; China parabeniza democrata pela eleição

Última vez que um democrata havia ganhado no Estado foi em 1996, com Bill Clinton; Brasil e Rússia seguem sem se manifestar

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2020 | 06h51
Atualizado 13 de novembro de 2020 | 17h14

WASHINGTON - O candidato democrata Joe Biden venceu no Estado do Arizona, informaram os canais de televisão dos Estados Unidos na noite de quinta-feira, 12, e consolidou a liderança no Colégio Eleitoral que escolherá formalmente o novo chefe da Casa Branca.

Biden ganhou no Arizona, tradicional reduto republicano, por mais de 11.000 votos e somou outros 11 votos no Colégio Eleitoral, alcançando a marca de 290 delegados - contra 213 de Trump -, de acordo com as emissoras NBC, CBS, ABC e CNN. A última vez que um democrata havia vencido no Estado foi com Bill Clinton, em 1996.

O canal Fox News e a agência de notícias Associated Press anunciaram a vitória de Biden no Arizona desde antes da noite da eleição, o que irritou o presidente Donald Trump, que segue defendendo a tese de que o pleito foi fraudado e que se apenas os "votos legais" forem contados, ele venceu a disputa.

Desde a eleição, os republicanos apresentaram recursos à Justiça em pelo menos cinco Estados-chave, alegando fraude ou irregularidades no processo eleitoral. No momento, a apuração prossegue em alguns Estados cruciais, incluindo Pensilvânia, e uma recontagem manual foi anunciada na Geórgia.

Cada Estado tem um prazo para que as autoridades eleitorais certifiquem o resultado e validem a recontagem dos votos, mas o dia 14 de dezembro é a data-limite real, pois é quando os delegados de cada Estado devem se reunir no colégio eleitoral para escolher formalmente o presidente, uma votação a princípio determinada pela maioria do voto popular nas respectivas demarcações.

China parabeniza Biden por vitória

Após o anúncio da vitória no Arizona, a China enviou nesta sexta-feira, 13, felicitações a Joe Biden por sua eleição. "Respeitamos a escolha do povo americano. Enviamos nossas felicitações a Biden e a Harris", declarou o porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin.

Muitos líderes mundiais parabenizaram o ex-vice-presidente de Barack Obama ainda no dia 7 de novembro, quando a vitória foi anunciada, mas a China aguardou até esta sexta-feira para reconhecer sua vitória, alegando que desejava aguardar os resultados definitivos da eleição. O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, é um dos poucos que ainda não cumprimentou Biden, ao lado do presidente russo, Vladimir Putin, e do líder norte-coreano Kim Jong-un.

Ontem, em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro questionou apoiadores se a eleição americana já havia acabado. Após ouvir de uma mulher que a foto feita ao seu lado iria para Miami (EUA), Bolsonaro indagou: "Está acompanhando as eleições lá?". Após a resposta positiva, o presidente não se deu por vencido. "Qual tua opinião sobre as eleições americanas?", questionou. "Estamos muito tristes, estamos chorando", respondeu outra mulher, também no Alvorada. "Mas já acabou, já acabaram as eleições?", insistiu Bolsonaro.

O porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores da China, Wenbin, reiterou nesta sexta-feira que o resultado da eleição americana seria "confirmado de acordo com as leis e procedimentos em vigor nos Estados Unidos".

A lentidão da reação chinesa pode levar alguns analistas a acreditar que Pequim apostava na reeleição de Trump, percebido na China como alguém que enfraqueceu seu país e o Ocidente, apesar de ter contribuído amplamente para enfraquecer as relações entre as duas potências, ao iniciar, por exemplo, uma guerra comercial./ AFP

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