Kimimasa Mayama/Efe
Kimimasa Mayama/Efe

Biden critica decisão da China de estabelecer zona de defesa aérea

Vice-presidente dos EUA pede que Pequim e Tóquio gerenciem a crise e evitem um conflito não intencional

AE, Agência Estado

03 de dezembro de 2013 | 12h57

TÓQUIO - O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, criticou nesta terça-feira, 3, a decisão chinesa de estabelecer uma zona de defesa aérea em uma área disputada do Mar do Leste da China e advertiu que a "possibilidade de confusões e erros de cálculo é alta demais".

Durante visita ao Japão, Biden sugeriu que Pequim e Tóquio criem um mecanismo de gerenciamento de crises e desenvolvam canais de comunicação para diminuir o risco de conflito não intencional.

O vice-presidente americano disse que tratará das preocupações de maneira "específica e direta" quando se reunir, amanhã, com o presidente da China, Xi Jinping, e outras autoridades locais. "Nós nos Estados Unidos estamos profundamente preocupados com a tentativa de mudança unilateral do status quo no Mar do Leste da China", disse Biden a jornalistas em Tóquio depois de reunir-se com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe. "Esta ação elevou as tensões regiões e aumento o risco de acidentes e erros de cálculo."

Os comentários de Biden ocorrem em meio aos esforços para diminuir a tensão e evitar um conflito indesejado na região.

O estabelecimento da zona de defesa área chinesa em uma zona marítima de disputas territoriais acabou por ofuscar a intenção original da visita de Biden ao leste da Ásia, que era reforçar o comprometimento dos EUA com os aliados na região.

No encontro com Abe, o vice-presidente americano reforçou o "firme comprometimento americano com a aliança", mas também pediu ao conservador líder japonês mais empenho na melhora das relações com seus vizinhos. "Também é importante observar uma cooperação mais próxima entre nossos aliados, Japão e Coreia do Sul, e também de nossos aliados com a China."/ DOW JONES

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