Biden defende fim da guerra do Iraque; Palin apóia estratégia de Bush

As diferenças em política externa entre os candidatos à vice-presidência dos Estados Unidos ficaram bastante claras no debate da noite desta quinta-feira, entre o democrata Joe Biden e a republicana Sarah Palin. Enquanto Biden foi taxativo em dizer que se a chapa democrata for eleita a guerra do Iraque acabará, Palin defendeu a estratégia adotada por Bush e defendida por McCain. A pergunta da mediadora do debate, Gwen Ifill, foi: "Qual sua estratégia para sair do Iraque?""Nós vamos acabar com essa guerra. É uma diferença fundamental. McCain não acabará com a guerra", disse Biden.Já Palin defendeu a permanência no Iraque até a vitória. "O reforço de guerra funcionou", disse, referindo-se ao reforço de 30 mil soldados ordenado pelo presidente Bush no ano passado. Em seguida, dirigindo-se a Biden, ela atacou Obama: "Você disse que Obama não está preparado para ser comandante em chefe", afirmou.Biden disse que, ao contrário do que acreditam os republicanos, o centro da "guerra ao terror" não é o Iraque, mas sim a fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão. Ele foi cauteloso, no entanto, ao se referir ao Paquistão, um aliado dos EUA. Palin insistiu que o foco da "guerra ao terror" está no Iraque.Em outra pergunta, sobre quem é mais perigoso, um Irã com armas nucleares ou um Paquistão descontrolado, ela disse que Ahmadinejad, o presidente do Irã, é "um ditador perigoso, assim como Kim Jong-il (presidente da Coréia do Norte) e os ''irmãos Castro''", em referência ao líder cubano Fidel Castro e seu irmão, o presidente cubano Raúl Castro.

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